Em Taquaritinga (SP): Radialista Maninho Bertholdo falece aos 85 anos

Faleceu, na madrugada desta terça-feira (6), o radialista Malvino Bertholdo, conhecido como “Maninho”. O comunicador tinha 86 anos e estava internado há quinze dias na Santa Casa da cidade após complicações em seu quadro de saúde. 

Nascido no dia 25 de Novembro de 1934, Maninho se dedicou à construção civil por vários anos antes de chegar ao microfone. Enquanto pedreiro, sua primeira profissão, o taquaritinguense foi o mestre de obras e contribuiu com a fundação das igrejas de São Cristóvão e Santa Luzia. Durante o período, ele também se dedicava ao seu hobby: a música. Foi através dela que o convite para trabalhar em uma rádio surgiu.

Maninho foi aluno da ETAM Santa Cecília e acompanhava os sanfoneiros Cachoeira e Floraí em um grupo que carregava o nome dos integrantes. Com o incentivo do ex-prefeito Dr. Adail Nunes da Silva, com quem mantinha um grande laço de amizade, ele começou a organizar festivais musicais no antigo Cine São Benedito, premiando os ganhadores com violões e troféus. 

Anos depois, a pedido do gerente da época, José Aparecido Micheloni, ele foi convidado a ingressar como locutor na Rádio Clube Imperial, onde permaneceu por toda a sua carreira. 

Conhecido por sua maneira simples de dirigir-se ao ouvinte, Maninho foi responsável por dar bom dia ao trabalhador por mais de trinta e cinco anos através do seu programa “Amanhecer Na Minha Terra”, que ia ao ar das 5h ás 7h. 

Aos domingos, das 10h ás 13h, era a vez do locutor alegrar os lares taquaritinguenses com o programa de auditório ‘Onde Canta o Sertanejo’, feito no Cine São Pedro e transmitido pela rádio. Ao lado de seu companheiro de trabalho Sérgio Longhitano, ele apresentava duplas da cidade e de toda a região que estavam iniciando a carreira.

Mesmo com a rotina preenchida, o taquaritinguense nunca deixou de realizar a tradicional festa natalina para os idosos do Lar São Vicente de Paulo, sempre agendada na primeira quinzena de Dezembro. Além das iguarias e participações musicais, os acolhidos eram presenteados por lembranças ofertadas por empresários/parceiros de Maninho.

Afastado desde 2015 para dedicar-se a sua saúde, o radialista nunca foi esquecido pelos ouvintes que o acompanharam durante toda sua trajetória e pelos colegas de profissão; verdadeiros admiradores de seu trabalho.

Maninho deixou a esposa e quatro filhos. Seu corpo foi velado no velório municipal e sepultado ás 10h45 no Cemitério Cônego Lourenço Cavallini.

(Foto: Arquivo Pessoal)

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