Doenças cardíacas são as maiores responsáveis por mortes em Taquaritinga (SP)

As doenças cardiovasculares foram as maiores responsáveis pelas mortes que ocorreram em Taquaritinga no ano passado. Dos 523 óbitos registrados no município, 98 foram em decorrência da enfermidade. O número corresponde a um aumento de quase 25% em comparação ao ano de 2018, que totalizou 77 mortes pela complicação.

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Diferente do que se pensa, qualquer pessoa pode sofrer um ataque cardíaco e os hábitos de vida interferem notoriamente na prevenção e recuperação do quadro. Manter uma alimentação equilibrada, fazer atividades físicas, evitar açúcar e tabagismo são algumas das orientações dos especialistas para combater a doença; entretanto, mesmo que advertidos, ainda existe uma resistência dos pacientes em seguir a conduta médica. “Muitos acham que praticar maus-hábitos prejudiciais à saúde com menos frequência não pode ser significativo a ponto de provocar um infarto, o que se caracteriza como um grande equívoco. Pessoas que não cuidam adequadamente da saúde, mesmo as que nunca tiveram complicações por doenças cardíacas, sempre colocam a vida em risco”, explica o cardiologista Wilson Guimarães.

Responsável por atender os pacientes infartados que chegam até a Santa Casa da cidade, o médico enfatiza que os casos aumentam consideravelmente com a aproximação das estações frias do ano. “Isso acontece porque o frio causa a constrição dos vasos sanguíneos, chamada de ‘vasoconstrição’; é como se o fluxo de uma corrente de água saísse por uma mangueira e, de repente, apertássemos a ponta dela. Além de obstruir a passagem, o coração é forçado a trabalhar mais e o miocárdio pode sofrer o infarto. Somente na primeira quinzena do mês de Maio, quando a temperatura começou a cair por conta do Outono, sete pacientes que sofreram ataque cardíaco foram hospitalizados. Felizmente, nenhum deles foi a óbito, mas necessitaram de encaminhamento para unidades médicas da região”.

O infarto é um caso de emergência e quanto mais cedo o paciente for socorrido, maiores são as chances dele sobreviver. Uma das preocupações do médico neste ano é o receio que as pessoas estão tendo em buscar ajuda nas unidades de saúde por conta da pandemia de Covid-19. “Há dias eu quase ‘perdi’ um paciente em uma situação bem preocupante; ele estava com dores no peito e esperou cerca de dois dias para procurar atendimento por receio do contágio do novo Coronavírus. Isso é um reflexo negativo do trabalho que a mídia acaba fazendo em determinados momentos, pois amedronta a sociedade de forma exagerada e acaba inibindo os enfermos de irem até uma unidade médica por medo de se infectarem. As doenças não desapareceram; o que mudou foi o comportamento humano diante do assustador cenário criado em torno da pandemia e muitas pessoas estão adoecendo em casa, sem pedirem por ajuda. A situação é muito grave e requer cuidados, mas precisamos ser mais cautelosos e buscarmos orientações de forma precisa e realistar”, finaliza.

As doenças cardiovasculares são graves, mas existem formas de preveni-la e uma vida saudável é o primeiro passo. Quando o problema já está  instalado, o paciente deve ser devidamente acompanhado por um médico para que a doença não e agrave.

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