Coruja-orelhuda é achada ferida no distrito de Jurupema, em Taquaritinga (SP)

Uma coruja da espécie asio clamator, conhecida como “coruja-orelhuda”, foi encontrada na tarde do último domingo (10 de Novembro) por moradores de Jurupema, distrito de Taquaritinga (SP).

Maristela Cabrera foi quem acolheu a ave e relatou ao Jornal Tribuna que ela estava escondida embaixo do banco de uma praça. Rapidamente, ela se apossou de uma toalha e, com bastante delicadeza e paciência, conseguiu resgatar o animal. A coruja também apresentou uma fratura em sua asa direita, provavelmente, causada durante alguma caçada.

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Coruja-orelhuda, como é conhecida, no momento em que estava sendo tratada pela taquaritinguense Ellen Furlani, que prestou todo o auxílio necessário enquanto a ave aguardava sua transferência para o Hospital Veterinário do Bosque de Ribeirão Preto

Por possuir experiência e conhecimento dos cuidados que a referida ave deve ter, a taquaritinguense Ellen Furlani a alimentou com pintinhos abatidos e a manteve em um transporte específico para aves de rapina. Na segunda-feira (11), foi feito o contato com a chefe da unidade técnica do IBAMA em Ribeirão Preto (SP), Eliana Velocci, que passou todas as orientações dos procedimentos que deveriam ser adotados.

A coruja foi levada por Maristela e seu filho, o policial militar Fernando Cabrera, para o Hospital Veterinário Fábio Barreto (Bosque de Ribeirão) na manhã desta terça-feira, onde recebeu o tratamento médico adequado. Após avaliação, os especialistas informaram que a ave não tem condições de ser solta em seu habitat natural devido a uma laceração que ocasionou a perda da musculatura, tendo que ser submetida a um procedimento cirúrgico para amputação da asa. A partir daí, ela passará a fazer parte do plantel do Zoológico Fábio de Sá Barreto (o bosque onde ela está sendo tratada).

A coruja-orelhuda pertence a família Strigidae e em inglês é chamada de Striped Owl. Ela também  é conhecida popularmente como coruja-gato (devido as suas orelhas grandes), coruja-listrada e coruja-de-orelha. É uma espécie difícil de ser vista ou encontrada, por não gostar do ambiente urbano e ser um animal selvagem com vida noturna ativa e, segundo as informações, ainda não há suspeitas de como a coruja chegou até o local onde foi localizada. 

Segundo o site DireitoNet, o tráfico de animais silvestres é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas. Todos os anos, milhares de animais são retirados das matas para movimentarem esse mercado, sendo esse um dos maiores motivos de destruição no que tange à fauna brasileira. É um crime previsto no artigo 29 da Lei 9.605/98, podendo ser imputada uma penalização de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

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