Taquaritinguense relata a experiência de ter uma coruja como ave de estimação

Diferente da maioria das pessoas, que buscam cachorros e gatos como animais de estimação, a taquaritinguense Ellen Furlani decidiu arriscar uma experiência nova e adquirir uma coruja para lhe fazer companhia. A ave, da espécie “tyto furcata”, “coruja-das-torres” ou “suindara”, como é popularmente conhecida, chegou no lar da família há três anos, quando tinha apenas um mês de vida.

 

A ideia surgiu depois que o cachorro da jovem faleceu. Segundo o seu relato, ela não gostaria de domesticar outro cãozinho, pela dor da perda e o apego que ainda sentia pelo seu bicho. A coruja “Milk”, como foi batizada por Ellen, veio de um criatório de Uberlândia (MG); o único autorizado a revender essa espécie de animal silvestre no Brasil. A estudante precisou enfrentar uma fila de espera, por quase dois meses, para conseguir a autorização da compra.

 

Desde então, a taquaritinguense conta que aprendeu a se adaptar a nova responsabilidade de cuidar de uma ave, até então, “desconhecida”. “No início eu estranhei um pouco, principalmente para servir as refeições; ela se alimenta de ratos e pintinhos e quem tem que preparar tudo sou eu. Todos os dias eu preciso descongelar os bichos, fatiá-los, para depois, oferecer a ela. Agora já estou bem mais acostumada e, para mim, virou algo normal”, conta.

 

“Milk” é acostumada a ficar no interior da residência onde mora, sempre atrelada, e seu cômodo favorito é o quarto de Ellen. Mesmo com pouco espaço para voar, ela usufrui de um ambiente arejado e recipiente para tomar banho. Com a convivência, a coruja acompanha a rotina da estudante e, diferente das outras aves da mesma espécie, acaba aproveitando mais durante o dia e dormindo a noite toda.

 

Geralmente, a jovem leva a coruja para passeios externos, como praças e locais abertos, e segundo ela, a ave nunca passa despercebida.

 

Há pessoas que encaram “Milk” com curiosidade e outras, com receio; mas a taquaritinguense afirma que o animal é dócil e nunca atacou ninguém.

 

Uma curiosidade sobre “Milk” é que ela adora o secador de cabelo da estudante. Sempre quando vai utilizá-lo, Ellen precisa “secar” a coruja, e ela se diverte com o carinho que recebe.

 

Milk quando era filhote

 

Momento de interação com crianças na Praça Guilherme Franco

 

“Milk”

 

Anilhas com os dados do criatório Enfalco e o número de registro da ave

 

Ellen Furlani e Milk: Cumplicidade desde o primeiro contato

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