Morre idosa que teve 90% do corpo queimado em explosão por vazamento de gás em Santa Ernestina (SP)

Vítima estava internada na Santa Casa aguardando transferência para hospital especializado. Filha diz que, mesmo em estado grave, a mãe ficou 14 horas na UPA: ‘muita negligência’.

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Morreu na madrugada desta quinta-feira (10) a idosa que sofreu queimaduras em 90% do corpo durante uma explosão provocada por vazamento em um botijão de gás em Santa Ernestina (SP).

Maria de Fátima Pinheiro da Silva, de 64 anos, estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Taquaritinga (SP), aguardando vaga em um hospital especializado em queimados.

A explosão ocorreu na noite da última segunda-feira (7), quando a idosa tocou no interruptor para acender a luz de uma edícula e verificar o vazamento na válvula de um botijão de gás.

Houve um incêndio no local e o fogo destruiu três cômodos da residência, no Jardim Vanessa. Maria de Fátima foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Taquaritinga.

Incêndio após explosão decorrente de vazamento em botijão de gás em Santa Ernestina (SP)

Filha da idosa, a cabeleireira Cleoneide Pinheiro da Silva diz que a mãe ficou 14 horas na UPA e só foi transferida para a Santa Casa porque sofreu uma parada cardiorrespiratória.

“Largaram na UPA, sem encaminhamento para o hospital. Uma mulher nesse estado era para estar na UPA? Não era para internarem direto na UTI. Muita negligência”, reclama.

A Secretaria da Saúde de São Paulo informou que o caso da paciente foi priorizado, mas destacou que o encaminhamento para um hospital especializado dependia das condições clínicas dela.

Cleoneide afirma que após muita insistência, a Secretaria conseguiu uma vaga no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). A transferência seria feita na manhã desta quinta-feira, mas a idosa morreu antes.

“O caso dela era de extrema urgência e demorou muito. Isso porque foi o meu marido que conseguiu a vaga. É muita má vontade. Ela ficou na UPA por 14 horas em situação grave”, diz.

O corpo de Maria de Fátima foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jaboticabal (SP), mas será enterrado em Santa Ernestina. A família ainda está programando velório e enterro.

Em nota, a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) informou que o caso de Maria de Fátima foi regulado por volta de 13h desta quarta-feira (9). Ela seria transferida ao Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto.

“Cabe ao serviço de origem viabilizar o transporte e efetivar a transferência – que não depende apenas da disponibilidade de vagas, requerendo também que a paciente apresente condições clínicas de ser transferida, com quadro estável e livre de infecções, por exemplo”, diz o comunicado.

(Informações: G1 Ribeirão Preto/Franca)

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