Intérprete de LIBRAS de Taquaritinga (SP) promoverá ‘I Intercâmbio Cultural’ em Angola

A intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Leidjane Alves dos Santos, estará embarcando para a África no final do primeiro semestre deste ano para promover o ‘I Intercâmbio Cultural’. O projeto, desenvolvido por ela, é pioneiro no ramo da educação mundial e tem, como objetivo, criar novas salas de aula para proporcionar continuidade aos estudos de deficientes auditivos em aldeias e cidades de vulnerabilidade social.

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Em entrevista ao Jornal Tribuna, a professora explica que o interesse em fazer um programa voltado para o referido público fora do país surgiu após sua primeira viagem para o continente africano, realizada no dia 13 de Julho de 2019. “Estive na Aldeia Nissi (em Kuito Bié) para fazer um trabalho voluntário fora da minha área, mas durante a estadia, tive contato com uma turma de alunos surdos e fiquei encantada; porém, uma notícia acabou me preocupando: eles só podem estudar até o nono ano do ensino fundamental, pois não são aceitos nas escolas a partir desta idade para cursarem o ensino médio. Isso me deixou muito pensativa e com vontade de retornar naquele lugar para mudar a história dessas pessoas”, disse.

Fotos registradas em Julho do ano passado, quando a intérprete Leidjane Alves dos Santos esteve na Aldeia Nissi, em Angola, para trabalhar como voluntária em um projeto social (Arquivo Pessoal)

Foi a partir desta experiência que a taquaritinguense decidiu reunir um grupo de professores e voluntários dispostos a levarem seus conhecimentos para aquela determinada região. “Eles passam por muitas dificuldades e encaram, diariamente, cada uma delas com muita alegria. Felizmente, há muitas pessoas que ajudam a aldeia com doações, mas ainda não há ninguém que proporcione oportunidades através dos estudos”, enfatizou.

Leidjane conseguiu reunir dez intérpretes de LIBRAS (residentes em diversas cidades do Brasil) entusiasmados com a iniciativa e, juntos, viajaram para a Angola no dia 2 de Julho, onde ficarão por quase quinze dias. Além do trabalho voluntário, eles passarão por treinamentos da Língua de Sinais Angolana para poderem transmitir o conhecimento aos alunos atendidos, através de aulas e atividades lúdicas. “Durante a minha viagem eu formei um coral com os alunos e eles participam dos ensaios até hoje. Ensinar através da arte também é maravilhoso”.

A professora se demonstra ansiosa com o novo desafio profissional e revela o desejo de consolidar o projeto para que ele aconteça, pelo menos, uma vez por ano. O grupo também está promovendo uma campanha para arrecadar itens que os moradores da aldeia necessitam, como medicamentos, protetor solar e blusas com proteções UVB. Quem tiver interesse em ajudar ou ser um patrocinador do projeto, basta entrar em contato com Leidjane através do telefone (16) 98108-2057.

 

 

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