Greening: Avanço da praga na citricultura pode comprometer pomares de Taquaritinga (SP)

        Além das queimadas e a grave escassez de água enfrentada neste ano, os produtores de laranja e limão de Taquaritinga (SP) ainda podem enfrentar uma grave infestação de greening – praga das plantações de citros que compromete os pomares e a safra na cidade.

     O avanço da doença em lavouras do interior de São Paulo e Minas Gerais foi constatado através do Fundo de Defesa da Agricultura e já atingi 7% a mais do que o ano passado. A praga já é conhecida no campo, mas o número de pomares castigados é o maior desde que ela foi identificada no Brasil, há quase vinte anos.

     O presidente do Sindicato Rural, Marco Antônio dos Santos, explica que o greening já está presente em todos os pomares na cidade e os produtores estão atentos ao avanço da doença, recorrendo ao constante monitoramento e trabalho coletivo para frear a bactéria, disseminada pelo mosquito psilídeo. “Infelizmente é uma praga que convivemos há muitos anos e está comprometendo não só a nossa safra, mas a produção do mundo todo. Além da perca da lavoura, o combate pesa no bolso do produtor, que precisa investir em diversos defensivos para controlar a disseminação e pulverizar os pomares a cada dez dias”, disse em entrevista ao Jornal Tribuna.

     Considerada a pior ameaça à agricultura cítrica mundial, a doença causa alteração nas folhas e no desenvolvimento e assimetria da fruta. Quando contaminada, ela não consegue chegar à fase de maturação e cai precocemente. Os frutos que sobrevivem tem a qualidade reduzida drasticamente e, no caso da laranja, também afeta a qualidade do suco.

     Ainda sem meios eficazes de cura, a única alternativa do produtor é arrancar a árvore comprometida para que a praga não se espalhe pela lavoura.

     O prejuízo causado já é evidente na safra do município, que chegou a produzir cerca de 3 milhões de caixas de laranja por ano e hoje colhe um pouco mais de 600 mil. Ainda não há estimativa de produção para este ano, mas com o avanço da doença no campo, já espera-se uma safra ainda menor e o aumento de preço dos produtos nos supermercados.

(Imagem: Fundecitrus)

 

 

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