Em Taquaritinga (SP): Morte da professora Julia Volponi completa 100 anos

O túmulo mais visitado do cemitério de Taquaritinga (SP) é o da professora Julia Volponi. Ela é lembrada por estudantes que desejam ir bem na escola e concurseiros em geral. Localizado na Quadra 1 da necrópole, o jazigo recebe centenas de flores e uma imensa quantidade de velas; em razão disso, para evitar acidentes com fogo ou cera derretida, o túmulo tem atenção especial dos funcionários do cemitério durante o “Dia de Finados”.


Pouco se sabe sobre a história de Julia, cuja memória foi imortalizada em uma rua do Jardim Pagliuso. A placa afixada em sua grande lápide informa que ela morreu jovem, com apenas 21 anos: nasceu no dia 5 de dezembro de 1898 e faleceu em 26 de julho de 1919. Portanto, nesta sexta-feira (26), completa-se um século de sua morte.


A “professorinha”, como muitos se referem a ela, foi casada; porém, o corpo de seu marido não está sepultado no mesmo lugar, nem mesmo os dos filhos que teria gerado. Ela morreu durante um parto, conforme registros de um jornal da época compilado pelo historiador Milve Peria.


O administrador do velório, Edson Benedito Martins, conta que a Prefeitura Municipal é a responsável pelos reparos na parte de alvenaria do túmulo. Já a pintura é oferta de devotos, como forma de pagar promessas envolvendo provas e concursos públicos.


Placas de agradecimento dividem espaço, assim como cartas com pedidos e palavras de gratidão por graças alcançadas são deixadas ao longo de todo o ano. Embora a Igreja Católica não registre indícios de uma possível santificação da mestre Julia, a fé popular a canonizou.


Muita gente já rezou no túmulo dela pedindo sua assistência espiritual. Se a mestre Julia algum dia tiver um milagre reconhecido, por parte da Igreja Católica, será a segunda beata a ter vivido por aqui. O primeiro foi Mariano de La Mata, beatificado em 2006, que trabalhou na paróquia São Sebastião. Aliás, Taquaritinga (SP) foi sua primeira parada logo após chegar da Espanha, em 1931.

(Texto: Nilton Morselli/ Foto: Alessandra Cason)

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