Estudante taquaritinguense conquista 980 pontos na redação do ENEM 2020

A taquaritinguense Ana Carolina Wagner Alves Ferreira, de 17 anos, driblou os desafios das aulas remotas em seu último ano do Ensino Médio e conquistou nota 980 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2020. A estudante era aluna do Colégio Pequeno Príncipe e precisou se readaptar à rotina de estudos para conciliar o terceiro ano da escola com a preparação para os vestibulares.

Em entrevista ao Jornal Tribuna, Ana Carolina disse que manteve a disciplina quanto aos horários de estudos, mesmo com todas as incertezas vividas pela pandemia naquele período. “Não sabíamos o que, de fato, iria acontecer e se as faculdades iriam manter as aplicações dos vestibulares. O meu psicológico ficou um pouco abalado e, às vezes, o desânimo acabava vencendo (risos), mas eu resgatava as energias quando lembrava do meu foco. Eu pensava: temos que encarar a nossa nova rotina, então vamos fazer da melhor maneira possível”, explica.

Sobre a redação “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”, a jovem revelou que já havia discutido o tema em sala de aula e cursos preparatórios que frequentou; porém, a forma que o assunto foi colocado foi novidade para a estudante.

Ana acredita que fazer a diferenciação entre ‘transtorno’ e ‘doença’ foi um ‘divisor de águas’ para que ela alcançasse a excelente pontuação. “Parte dos meus amigos e pessoas que conheço que também fizeram a prova disseram que desenvolveram o texto embasando-se em outros conceitos. Quando soube fiquei preocupada, pois havia traçado outro tipo de abordagem. Mas agora vi que fiz a escolha certa”, enfatiza.

A taquaritinguense conta que desenvolveu sua dissertação falando sobre os preconceitos que certas pessoas portadoras da depressão/ansiedade sofriam na Idade Média e como, por muitos anos, foram apontadas como seres humanos diferentes e até amaldiçoados. A Síndrome De Down também foi citada.

A prática de textos semanalmente também fez a vestibulanda adquirir experiência e maior segurança na escrita. “Fazia de uma a duas redações por semana; era difícil, mas eu sabia que seria essencial para ter um bom desempenho na prova”, relata.

Inicialmente, a estudante revela almejava uma vaga em Direito, mas que acabou mudando de ideia após acompanhar o trabalho dos profissionais da Saúde durante o período inicial da pandemia. “Eu pensava em seguir carreira jurídica, mas acabei mudando a opção quando comecei a ouvir o relato da rotina que meu pai estava vivendo no hospital universitário que trabalha. Fiquei admirada com a dedicação e doação dos profissionais para salvar os pacientes infectados com a Covid-19. Isso me fascinou e despertou a vontade de ajudar também”, explica.

Filha do médico ginecologista Dr. Rodrigo Alves Ferreira e da dentista Dra. Jussara Wagner Alves Ferreira, a taquaritinguense já está cursando a graduação na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP).

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