Em Taquaritinga (SP): Aumento de casos de síndromes gripais e ‘mão-pé-boca’ preocupa pais

As Unidades Básicas de Saúde de Taquaritinga (SP) estão registrando aumento de atendimentos de crianças com síndromes gripais ou com sintomas da doença gastrointestinal popularmente conhecida como ‘mão-pé-boca’. A procura também é grande em clínicas particulares.

O alto contágio dessas enfermidades já é esperado nesta época do ano. A síndrome gripal, por exemplo, aparece muito nos meses de clima mais seco e pode acometer crianças de qualquer idade. Já a ‘mão-pé-boca’ atinge, principalmente, crianças menores de cinco anos, causando febre, vômito, diarreia e lesões/bolhas nas partes do corpo que dão nome a doença. É uma patologia considerada benigna, mas causa intenso incômodo. Geralmente, os sintomas desaparecem entre cinco e dez dias.

Em nota, a Vigilância Epidemiológica disse que as síndromes, principalmente a gastrointestinal, não são de notificação compulsória como a Covid-19, em que todo caso deve ser notificado. A notificação só ocorre quando há um cenário de surto, o que não aconteceu até o momento. O fato mais preocupante foi registrado em uma creche, onde sete alunos apresentaram sintomas da síndrome; foram feitas as devidas orientações aos responsáveis e encaminhamento para atendimento pediátrico nas UBSs.

Especialistas acreditam que o retorno do convívio no ambiente escolar após o longo período de reclusão causado pela pandemia pode ter interferido no aumento de ambos os casos. “As crianças voltaram a conviver depois de quase dezoito meses em distanciamento social e mesmo com todas as precauções, acabam tendo contato de alguma maneira “, disse a pediatra Adriana Brambilla Rivarolli em entrevista ao Jornal Tribuna.

A principal fonte de infecção dos vírus ocorre por ingestão oral, através de contato com secreções nasais ou da garganta, saliva e gotículas do espirro ou tosse. Para a prevenção, é orientado que se mantenha os cuidados de higiene semelhantes aos de prevenção da Covid-19, como lavar as mãos constantemente e o uso de máscara de proteção. Já o tratamento é feito com conduta individualizada após o atendimento médico, vendo como o paciente está reagindo à infecção. A hidratação é prescrita em todos os casos, bem como o isolamento da criança e o afastamento dela da escola ou de locais onde há grande circulação de pessoas.

 

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