Eleições em Taquaritinga (SP): Cenário na cidade segue indefinido

Nos bastidores da política municipal muito se esperava pela chegada do dia 3 de julho que poderia ter sido um momento de definições nas hostes partidárias para os arranjos finais pré-convenções. Mais importante até mesmo que o desfecho do imbróglio jurídico envolvendo Paulinho Delgado junto ao Superior Tribunal de Justiça, a última sexta-feira (3) seria o limite para que o ex-prefeito deixasse o cargo que ocupa em São Paulo para disputar o pleito municipal, mas a aprovação da Emenda Constitucional 18/20 na quarta-feira (1) adiou as eleições de 4 de Outubro para 15 de Novembro e o prazo para a desincompatibilização dos pré-candidatos foi prorrogado para 14 de Agosto. Portanto, até lá serão mais quarenta dias de observação e a razão é bastante óbvia, Delgado é o nome mais forte da oposição, com possibilidades reais de fazer frente a pretensão de reeleição há muito externada pelo atual prefeito.

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A alteração no calendário eleitoral frustrou as expectativas de muitos que tem ânsia pelo inicio das campanhas. Se de um lado há quem firme com convicção que Paulo Delgado (DEM) é candidatíssimo ao Paço Municipal José Romanelli, de outro as apostas são no sentido de que ele jamais deixaria o cargo de relevância que ocupa no governo do estado para voltar a ser prefeito, cargo que ocupou por duas vezes (2005-2008/2009-2012), a não ser pelo prazer do enfrentar um adversário histórico, o atual prefeito Vanderlei Mársico (PSDB). Até mesmo o antagonismo de duas candidaturas aliadas ao governo serve de desestímulo ao confronto; se por um lado Paulinho é ‘homem de confiança’ do vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), de outro Vanderlei pousou no ninho tucano a convite do presidente estadual do PSDB, Marco Vinholi, maior articulador político do governador João Dória através da Secretaria de Desenvolvimento Regional. Se Dória pretende de fato concorrer a Presidência da República em 2022 o caminho para que Rodrigo Garcia seja Governador de São Paulo estará aberto e manda a prudência que se evite pequenos arranhões que podem se tornar feridas incuráveis no futuro.

Enquanto isso, outros nomes ‘correm por fora’ como é o caso dos ex-vereadores Dr. Micheloni (PSB), Aristeu Silva (PRTB) e Márcia Zucchi (PV), e dos atuais Beto Girotto e Wadinho Peretti, ambos no MDB que podem até fazer uma dobradinha puro sangue caso Delgado, que teria o apoio dos emedebistas, não seja candidato. Até o nome do vice-prefeito Luiz Fernando presidente do PSL, partido do Presidente Jair Bolsonaro, pode surpreender e entrar no jogo caso Vanderlei desista da reeleição.

O mesmo ocorre com partidos de esquerda, como é o caso do PT, que historicamente tem candidatura própria, mas até o momento sem nome definido. Definições relevantes para o cenário eleitoral tem nova data para acontecer, dia 14 de agosto,  e até lá o campo fértil das especulações receberá novas sementes, cujos frutos ainda não se conhecem.

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