#Coronavírus: Jornalistas gravam vídeo sobre situação em SP e fazem alerta para população de Taquaritinga

Os jornalistas taquaritinguenses Gustavo Girotto e Tárcio Braga, que atualmente trabalham em meios de comunicação de São Paulo, divulgaram um vídeo em suas redes sociais para narrarem a situação da cidade em meio à crise de contaminação comunitária do Covid-19 na capital paulista, além de conscientizarem a população de Taquaritinga aos sérios problemas que a doença podem trazer aos munícipes.

O documento foi disponibilizado nas mídias na manhã de terça-feira (17), ás 11h26, já obteve quase 800 visualizações e tem duração de 36 minutos e 13 segundos. Gustavo esclarece que viu a necessidade de fazer o panorama depois que recebeu pedidos de amigos de Taquaritinga e soube que um ônibus do município esteve na cidade para que os comerciantes realizassem compras para suas lojas.

“Percebo que muitas pessoas que moram no interior não sabem a dimensão da gravidade do Covid-19. O poder de contágio desse vírus é altíssimo e as pessoas que subestimam a doença não sabem o que, de fato, está acontecendo. O coronavírus causa sérias complicações no sistema respiratório, como pneumonia, e hospitaliza boa parte dos infectados. Infelizmente, teremos muitos óbitos se não tomarmos medidas rápidas de contenção e proliferação desse vírus para que as unidades médicas e profissionais da saúde consigam atender os pacientes de forma gradativa”, disse.

Os conterrâneos expõe a séria mudança que os paulistas enfrentaram desde o início da semana. De acordo com Gustavo, a ‘máquina da economia do Brasil’ está, literalmente, parada.

O jornalista ainda fez um ‘cálculo hipotético’, com base nos estudos divulgados na imprensa sobre a situação de contágio em cidades com casos confirmados, sobre a possível situação que Taquaritinga pode enfrentar se o vírus se disseminar no município. “Embora sejam considerados ‘leves’, cerca de 80 a 85% dos casos não irão necessitar de hospitalização; por outro lado, 10% podem precisar de internação hospitalar e leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os outros 5% de suporte intensivo, ou seja, de intubação endotraqueal. Considerando que a cidade tem quase 60 mil, mais de 30 pessoas podem precisar dos cuidados intensivos no pico mínimo, tendo em vista que as unidades médicas disponibilizam de 8 a 10 leitos de UTI”.

Embora Taquaritinga não tenha nenhum caso confirmado da doença até o fechamento desta edição, os comunicadores enfatizam que os cuidados recomendados sejam tomados o quanto antes, pois o vírus está circulando por todo o território e demora para se manifestar no enfermo; sendo assim, há pessoas que já podem estar contaminadas, mas sem sintomas aparentes.

“Estamos dando o exemplo de SP; de uma semana para outra tudo mudou, os casos se multiplicaram e começamos a ter óbitos pela doença. A partir de agora, cada um fazer a sua parte e, de forma simples, tomarem as medidas de higienização passadas e evitarem a aglomeração em locais públicos e até em ambientes familiares. Estamos em contaminação comunitária, ou seja, alguns podem estar contaminados com sintomas leves e são vetores de transmissão. Como Taquaritinga possui uma alta concentração de idosos, precisamos manter rigorosamente a quarentena – para sobrecarga nos hospitais e preservar a vida dessas pessoas”, finalizam.

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