Prefeitura de Taquaritinga (SP) inicia atividades do “Outubro Rosa” com coletas de exames de papanicolau

A Prefeitura Municipal de Taquaritinga (SP), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, dará início às atividades do Outubro Rosa nesta segunda-feira (30 de Setembro).

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O movimento é conhecido mundialmente por representar o mês de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero, como forma de conscientizar as mulheres e a sociedade sobre as doenças e proporcionar acesso ao diagnóstico, contribuindo para a redução da mortalidade.

A primeira campanha para coleta de exames  de papanicolau será feita na tarde de hoje (30), a partir das 18h, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Anur Felippe Gabriel, no distrito de Jurupema.A segunda será na próxima quinta-feira (3 de Outubro), a partir das 17h, na UBS Antônio Abbud, no Jardim Buscardi.

O cronograma completo com as atividades para o mês de Outubro será divulgado em breve.

Saiba mais sobre o exame: (Fonte: Saúde/Revista Abril)

O papanicolau é um exame simples e rápido que colhe células do colo do útero para análise em laboratório – seu principal objetivo é prevenir contra o câncer de colo de útero. Ele tem esse nome por causa de seu inventor, o médico romeno Georgios Papanicolaou, que o tornou célebre nos anos 1940.

Para que serve: Principalmente para encontrar cedo lesões ou alterações do tecido uterino que indiquem a presença do HPV, cuja infecção é responsável por praticamente todos os casos de câncer de colo de útero. Mas o exame também detecta algumas infecções sexualmente transmissíveis, como a candidíase.

Como é feito o papanicolau: A mulher se deita na posição ginecológica, com as pernas elevadas e apoiadas por um suporte, enquanto o ginecologista abre caminho com a ajuda de um espéculo, aparelho que lembra um bico de papagaio.

Depois, o especialista extrai células da parede vaginal e do colo do útero com uma espátula e uma cerda – é normal sentir um leve incômodo durante a coleta. A partir daí, o material é enviado para um laboratório, que faz a análise.

Os resultados: Após a avaliação minuciosa do patologista, que dura até semanas, o ginecologista recebe o laudo. O exame aponta os fungos e as bactérias encontrados na amostra e classifica as eventuais anormalidades observadas nas células.

Essas alterações podem ser benignas, prováveis tumores ou, ainda, lesões que, se não tratadas, podem originar um tumor maligno no futuro. Se o resultado levantar qualquer questão suspeita, testes mais detalhados devem ser solicitados.

Dito de outra forma, o papanicolau não fecha o diagnóstico de câncer. Pelo contrário: ele é um método que ajuda a prevenir a doença antes de ela surgir propriamente. Hoje em dia, também existe o mais moderno teste do HPV.

Periodicidade: O exame é válido para mulheres a partir dos 25 anos que já tiveram atividade sexual. Segundo o Ministério da Saúde, as duas primeiras coletas devem ocorrer anualmente e, se não houver alteração, as próximas provas são feitas de três em três em anos.

O rastreamento segue dessa forma até os 64 anos, desde que os últimos resultados não tenham acusado sinais suspeitos – aí, a periodicidade deve ser discutida com o médico.

Mas atenção: mulheres acima dos 64 anos que nunca colheram o papanicolau devem realizar dois exames com intervalo de até três anos. Se estiver tudo certo, aí sim estão liberadas.

Cuidados e contraindicações: Para fazer o exame, a mulher não pode ter feito sexo por 72 horas. Mais: a coleta deve ocorrer entre o décimo e o 20° dia depois do primeiro dia da última menstruação.

(Reportagem feita com o auxílio de informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal)

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