LIBRA: Liga Brasileira de Futebol pode sair do papel

Por José Roberto Gaion

Esta marcada para quinta-feira (12) na sede da CBF o lançamento da LIBRA, a nova Liga Brasileira de Clubes. No entanto, dos 40 representantes das equipes brasileiras, apenas oito assinaram o estatuto da criação da Liga. Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo, Santos, Corinthians, Bragantino e Ponte Preta foram os fundadores e quem concordaram com tudo.

Uma empresa com apoio de um banco promete investimentos superior a um bilhão de reais. Com isso, os fundadores viram uma oportunidade de potencializar suas receitas financeiras e ainda por cima, a possibilidade criada pelos organizadores de não existir mais acúmulos de jogos.

Clubes que querem um futebol forte brigam para que a divisão da grana seja igualitária ou ao menos com percentuais mais próximos um dos outros. América Mineiro, Atlético Goianiense, Atlético Mineiro, Athletico, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Goiás e Juventude são esses clubes. Recentemente, inclusive, tiveram uma reunião com a Globo afim de que os valores entre as equipes fossem parecidos.

Já Botafogo e Internacional estão no meio do caminho. Querem a Liga, mas entende o lado dos clubes que pleiteiam uma receita maior para um equilíbrio da competição. Já Vasco, Chapecoense e Bahia estão no aguardo da SAF para os próximos donos ou sócios definirem junto o que é melhor.

Nesta criação existem também aqueles que não querem assinar de forma alguma: Guarani, CRB, Vila Nova e CSA querem mais dinheiro para a Série B. Com isso, esses clubes não fecharam com nenhum grupo. Em contrapartida, Grêmio, Sport e Náutico garantiram que qualquer decisão que for tomada estará de bom tamanho.

Para um entendimento melhor, o que está pegando é a seguinte questão. As oito equipes que assinaram querem a divisão de 40% para cada clube, 30% por performance e os outros 30% por engajamento de torcida. O outro grupo que quer um aumento mais igualitário nas receitas exige que o bolo dividido seja de 50% e 25% vá para engajamento e os outros 25% por performance.

Na próxima semana é esperada a assinatura de pelo menos metade dos clubes para depois decidirem pessoas para ficarem a frente da Liga Brasileira. Todavia, ainda tem muitos pequenos detalhes a serem resolvidos como contrato de TV, taxas de bilheteria, sistema de dopagem, entre outros. Como diz um conhecido: ‘Reuniões para marcar outras reuniões’. Entre essas e outras, acordos e desacordos, a Liga Brasileira de Clubes tenta sair do papel.

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