Escola de inglês em Taquaritinga (SP) foca na formação e encaminhamento de mulheres interessadas em trabalharem nos EUA

Fazer um intercâmbio, trabalhar nos Estados Unidos e receber uma boa remuneração por tudo isso são oportunidades que estão mais próximas de mulheres de Taquaritinga (SP) e região. Acreditando que o sonho de morar no exterior deve ser viável para todos os interessados em adquirirem essa experiência, a escola de inglês especializado ‘iTalk’ está instalada na cidade e seu método de ensino é focado na conversação do idioma estrangeiro, colocando o aluno em situações que ele poderá passar enquanto estiver fora do país.

A diretora da escola, Fernanda Sobral, conta que a idéia de implantar uma instituição de língua inglesa diferenciada no município surgiu após ela concluir o intercâmbio nos Estados Unidos. “Tive a possibilidade de participar do AuPair por duas vezes. Na primeira, fui com 18 anos e, além de trabalhar, aproveitei para estudar inglês em Harvard. Na segunda vez eu já estava formada em Direito e resolvi fazer um estágio (não remunerado) na área jurídica lá no país; ao concluí-lo, ganhei uma carta de indicação. Com base em todas essas vivências que foram muito importantes para mim, resolvi retornar para Taquaritinga e abrir uma escola para possibilitar que outras pessoas pudessem ter essa experiência, mas com um diferencial: o inglês que ensino aqui é focado em um objetivo; assim, fica mais fácil o aluno estudar e ver os resultados”, disse.

A diretora da escola iTalk de Taquaritinga (SP), Fernanda Sobral

Para agregar mais qualidade e abrir possibilidades, Fernanda firmou uma parceria com a empresa AuPair; um programa de trabalho remunerado, estudo e intercâmbio nos EUA que encaminha as alunas (meninas de 18 a 26 anos) para trabalharem como babá no país.

Fernanda explica que a contratação de babás estrangeiras é uma prática comum das mães americanas, principalmente pela economia financeira que essas mulheres proporcionam à família. “O AuPair foi um projeto sugerido pelo governo americano como uma forma de diminuir a imigração ilegal e facilitar a entrada de jovens nos EUA para estudarem e trabalharem. As escolas de educação infantil nos Estados Unidos são muito caras, pois não existem instituições públicas para séries primárias no país. As mães acabam optando por contratarem meninas para cuidarem dos filhos em casa e conseguem economizar quase metade do preço das creches, pois o valor é calculado pela quantidade de filhos que você matricula.Sendo assim, é um programa que traz benefícios para ambas as partes”, disse.

A babá que chega ao país tem a possibilidade de escolher atividades depois da sua rotina diária de trabalho. “As meninas residem na casa das famílias que irão trabalhar, mas não ficarão à disposição delas integralmente. Elas podem ter uma vida normal como estudar, passear e conhecer lugares nas horas vagas; muitas aproveitam para se matricularem em escolas de inglês ou até cursarem uma faculdade”, enfatiza.

 A escola oferece toda a estrutura para que a candidata possa ser independente (em termos de conversação) enquanto estiver longe do Brasil, desde as pequenas necessidades diárias ou até estar apta a fazer uma matrícula em uma instituição superior. O tempo de curso antes da viagem varia de acordo com cada aluno e seu desempenho individual.

Os interessados devem procurar a escola para receberem todas as informações e conhecerem mais detalhes e custos do programa. A ‘iTalk’ fica na Sala 13 do Shopping Kamada, localizado na Rua Prudente de Moraes, no centro de Taquaritinga (SP).

Depoimento de quem já foi:

A taquaritinguense Bianca Scarambone, de 23 anos, conseguiu concretizar seu sonho de morar nos Estados Unidos no início deste ano, quando embarcou para o país através do programa AuPair. A jovem passou por um período de três meses em aulas na escola iTalk e viajou para Cincinatti no final do mês de Janeiro. “Ainda estou na fase de adaptação, mas já estou me acostumando com a cultura, pois aqui é bem diferente do Brasil em muitos termos, tanto nos costumes quanto na criação dos filhos. As meninas que chegam para trabalhar como babás precisam ser pacientes e persistentes, pois é tudo muito novo e o choque cultural é grande”, disse em entrevista ao Jornal Tribuna.

A jovem é responsável pelo cuidado de três crianças e, mesmo com os desafios do dia-a-dia, é otimista em relação às possibilidades que estão por vir. “Estou gostando de morar aqui; é uma cidade que tem muita coisa pra fazer e boas oportunidades de estudo e crescimento pessoal. Vim com o objetivo de aprimorar o inglês e vejo que já avancei bastante, pois as crianças também estão na fase de aprenderem a falar e conversam muito comigo. Estar longe da família é um fator que contribuo para o desânimo em certos momentos, mas tenho foco no que quero e não vou desistir até conseguir”, disse.

Bianca tem a pretensão de retornar para Taquaritinga no início de 2021, quando sua estadia completar um ano.

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