Em Taquaritinga (SP): Saúde confirma um óbito de reinfecção por Covid-19 e investiga outros cinco casos

A Secretaria de Saúde de Taquaritinga (SP) investiga cinco casos de reinfecção de moradores por Covid-19 na cidade. Um óbito em decorrência do segundo contágio pela doença já foi confirmado no mês de Março; trata-se de profissional da Saúde, de 51 anos, que havia se contaminado em Setembro de 2020 e tornou-se a infectar em Fevereiro deste ano. O funcionário público já havia tomado a primeira dose da vacina e seu falecimento aconteceu em 12 de Março.

A reinfecção foi atestada através do estudo do sequenciamento genético do vírus presente na no exame RT-PCR, que indicou a presença da variante P.1.(conhecida variante de Manaus) na amostra.

Outras cinco notificações foram feitas entre Novembro de 2020 e Fevereiro de 2021. Todos os moradores que apresentaram o quadro possuem menos de 40 anos; o mais novo é um adolescente, de 14 anos. Além disso, quatro deles são homens.

As reinfecções suspeitas ocorreram entre três e nove meses depois do primeiro resultado positivo. Dois casos ocorreram no Jardim Laranjeiras I, um no bairro Inocoop, um do Jardim Paraíso, um no Jardim São Luiz e um no Centro da cidade.

A reinfecção acontece quando a pessoa se recupera da Covid-19 e, tempos depois, acaba adoecendo novamente. Para confirmar a recontaminação, é preciso verificar, através de análise laboratorial, que o sequenciamento genético do primeiro vírus é diferente do segundo.

Casos ainda são considerados raros:

De acordo com o infectologista da Santa Casa de Taquaritinga (SP), Daniel Elias de Oliveira, a reinfecção pela Covid-19 vem sendo discutida pelos profissionais, mas ainda há muitas incertezas sobre o tema. “O assunto ainda é muito recente, pois a pandemia tem pouco mais de um ano. Os estudos que acompanho mostram a reinfecção pelo vírus como um evento ainda raro, pois cerca de 80% das pessoas que conseguiram vencer a doença teriam uma imunidade mais duradoura. O restante corresponde aos pacientes que já passíveis de reinfeção, principalmente pelas novas variantes. Acredito que tudo é muito recente para definir certas coisas”, disse em entrevista ao Jornal Tribuna.

 A orientação médica é que todas as medidas de prevenção sejam mantidas por toda a população. “A questão é que todos precisam manter os cuidados, independente se a pessoa já se contaminou ou se ela já está imunizada. Precisamos nos cuidar até que a circulação do vírus diminua e a vacinação chegue para a maioria das pessoas. O que protege a população é a imunização em massa; se o coletivo não está protegido, o individual sofre muito“, finaliza.

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