“GPS Rural” é uma das propostas do Capitão Coelho para aumentar a segurança na área agrícola de Taquaritinga (SP)

O Capitão Emerson Vieira Coelho, que está no comando da 2° Companhia da Polícia Militar de Taquaritinga (SP) desde o dia 16 de Janeiro de 2019, já inicia seu trabalho na cidade demonstrando boas idéias e diferentes alternativas para solucionar os principais problemas do município, no que diz respeito ao tema sobre  segurança pública. Em entrevista concedida ao Jornal Tribuna na última semana, Coelho relatou que uma de suas propostas para intensificar a segurança na área rural de Taquaritinga (SP) é a realização de um mapeamento via satélite, de todas as estradas rurais da cidade. O sistema de inteligência é conhecido como “GPS Rural” e o resultado foi extremamente favorável em municípios como Ibitinga (SP), onde o militar esteve no comando nos últimos três anos.

 

Capitão Coelho é militar há 19 anos e já trabalhou em cidades como Itapecerica da Serra (SP), Jundiaí (SP), Araraquara (SP), Ibitinga (SP) e Taquaritinga (SP). Esta é a segunda vez que ele exercerá suas funções na cidade; a primeira foi no ano de 2006, quando atuou como tenente pelo período de dois anos.

 

O comandante exemplificou, com muitos detalhes, qual é a sua função dentro da companhia de polícia. Segundo ele, além de ser responsável pelo segurança pública dos munícipes de Taquaritinga (SP), Itápolis (SP), Santa Ernestina (SP), Cândido Rodrigues, ele tem por objetivo a redução dos índices criminais e possui, como auxílio, o trabalho de todos os policiais que fazem parte de sua equipe. Ele ainda enfatiza que essa missão não é executada somente por ele e que o “sistema de inteligência” se faz presente em todo o planejamento de trabalho, juntamente com o gerenciamento de pessoas. Coelho ainda declara que sua gestão será voltada para quem executa a parte operacional, para o melhor atendimento ao público e o aumento a sensação de segurança. Sua meta é dar continuidade as atividades que já estão sendo executadas e trazer novas idéias para as questões que necessitem de melhoramento.

 

Questionado sobre os índices criminais do município, o capitão relatou que Taquaritinga (SP) não é considerada uma cidade violenta e está dentro dos parâmetros “aceitáveis” pela Secretaria de Segurança Pública, equiparada com outras áreas da nossa região que possuem quase o mesmo número  de habitantes.

 

O comandante afirmou que pretende estabelecer o bom relacionamento com os órgãos públicos da cidade, como a Polícia Civil e o Judiciário, para que juntos, possam dar respostas positivas à sociedade. “A Polícia Militar, atualmente, é uma das principais portas de entrada de todos os problemas que a sociedade possuí; tanto sociais como criminais. Há um grande empenho dos soldados em agir com as questões sociais, sendo que esse fator não é uma responsabilidade da PM; diante disso, pretendo canalizar esse tipo de impasse para setores encarregados e preparados para lidar com essas situações, para que não sofra somente impacto exclusivamente na Polícia Militar. Muitas vezes, você direciona uma viatura em casos que você não precisa empenhar, como briga entre vizinhos ou desentendimentos familiares”, disse.

 

O novo capitão também já inicia seu trabalho trazendo novas propostas para os munícipes de Taquaritinga (SP), principalmente na zona rural da cidade. Uma de suas idéias para aumentar a eficácia no atendimento aos moradores da área agrícola seria a implantação de um “GPS Rural”, como é popularmente conhecido. O trabalho executado por ele em Ibitinga (SP) foi feito por uma empresa que registra todas as estradas rurais da cidade, catalogando as residências e atribuindo um número para cada uma delas, facilitando o direcionamento dos soldados e diminuindo as chances de falhas no momento da localização do imóvel que está sendo alvo dos bandidos. Essa questão auxiliaria todos os policiais, principalmente os que estão trabalhando em Taquaritinga (SP) há pouco tempo, pois a PM sofre uma rotatividade muito grande de soldados. Em Ibitinga (SP), a implantação do sistema foi totalmente custeada pela Prefeitura Municipal junto com o Sindicato Rural, sendo distribuído não somente para a Polícia Militar, mas para a Polícia Ambiental, para os serviços emergenciais de saúde e para Corpo de Bombeiros, melhorando todos os serviços públicos neste sentido.

 

Em relação aos distritos de Taquaritinga (SP), Coelho disse que está se inteirando dos problemas relatados pelos moradores e que estudará as opções para saná-los, tomando decisões precisas e eficazes.

 

O combate ao tráfico de drogas continuará incessante e deverá ser intensificado, pois segundo o militar, é o principal delito que induz a prática de outros crimes. O foco também será na identificação e localização das quadrilhas de criminosos que agem na cidade, praticando furtos e roubos aqui e em toda a região.

 

Capitão Coelho relatou que a base da 2° Companhia da Polícia Militar, instalada na cidade, é uma unidade sólida e muito bem estruturada. Uma vantagem do efetivo atuante no município , segundo ele, é que a maioria dos policiais residem em Taquaritinga (SP); isso faz com que os soldados se dediquem mais em suas tarefas, pois ao protegerem a população, acabam cuidando diretamente do local onde seus familiares residem.

 

A respeito da migração das ligações emergenciais com atendimento local para o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) de Ribeirão Preto (SP), a mudança ainda não tem data específica e tudo dependerá da construção da nova base do centro. Será um sistema totalmente informatizado, e mesmo que já esteja sendo executado em outras cidades, há muito o que se fazer; por exemplo, a companhia da Polícia de Ibitinga (SP), de Taquaritinga (SP) e de Matão (SP) ainda não passaram pelo processo de transição e não há como prever qual delas será a primeira. “O novo formato de atendimento pelo 190 facilitará muito o trabalho da PM, pois as informações passadas pelo telefone serão registradas instantaneamente no sistema, que imediatamente, direcionará a ocorrência para a nossa base. Um diferencial é que o telefone do solicitante também será encaminhado e se caso houver necessidade, o atendente daqui da companhia fará o contato direto com ele. O serviço que somente um policial realiza, que é o primeiro atendimento, será feito por um número maior de atendentes, o que também agilizará o encaminhamento das autoridades; atualmente, você tem o limite de um atendimento por vez, pois se o policial está em uma ligação de emergência, ele não consegue atender mais que uma ligação. Outra vantagem é que o solicitante pode gerar uma ocorrência de qualquer lugar do país ou do mundo; um exemplo é o caso de um rapaz que estava nos Estados Unidos (EUA) em uma ligação com a esposa que reside em Santos (SP). Ao perceber que um ladrão havia invadido o imóvel dela, ele ligou para o serviço de emergência, que foi atendido em São José do Rio Preto (SP), e os soldados geraram o protocolo e informaram o que poderia estar acontecendo. Minutos depois, a PM chegou ao local e conseguiu deter o bandido. O sistema já foi adaptado para lidar com as informações, que muitas vezes são escassas, devido a baixa escolaridade ou o pouco conhecimento do solicitante. “Se o requerente não souber informar o endereço exato da ocorrência ou saber somente um ponto de referência, como um bar ou algum estabelecimento popularmente conhecido, isso bastará para que o operador inicie a solicitação e encaminhe a equipe para o local”, informa.

 

De acordo com o Capitão Coelho, as ações solidárias, como a campanha de recolhimento do lacres de alumínio, a “Vizinhança Solidária” e o Proerd, são de valores inestimáveis. Ele pretende dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito e ampliá-lo de acordo com as necessidades que surgirão na sociedade.

 

O carnaval já é prioridade para o novo comandante, mas até que a festiva aconteça, os ensaios dos blocos carnavalescos que estão ocorrendo em alguns pontos da cidade, já ocupam a lista de problemas a serem solucionados de imediato.”Os desafios que irão surgir, junto com outras dificuldade, eu irei me dedicar para poder solucioná-los. Farei isso buscando parcerias, pois a solução de alguns problemas como este não depende exclusivamente de um órgão só, como a PM”.

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