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Vereador Véio Modesto critica proposta e afirma que medida deve enfrentar resistência na Câmara

Um projeto de autoria da administração municipal que prevê mudanças no benefício concedido a servidores aposentados e pensionistas deverá entrar na pauta de votação da Câmara Municipal de Taquaritinga. A proposta faz parte de um conjunto de medidas apresentado pela administração com o objetivo de reduzir despesas e prevê a suspensão da entrega do cartão-alimentação para esse grupo de beneficiários.

O assunto foi comentado pelo vereador Véio Modesto (PSD), em entrevista ao repórter José Lucenti. Segundo o parlamentar, o prefeito já havia apresentado aos vereadores, há cerca de um mês, a intenção de encaminhar o projeto ao Legislativo, com a estimativa de uma economia superior a R$ 200 mil para os cofres municipais.

Véio Modesto afirmou ser favorável à adoção de medidas para reduzir gastos, mas questionou que o funcionalismo público seja novamente atingido pelas medidas de contenção. O vereador citou ainda outras decisões recentes envolvendo os servidores, entre elas o decreto relacionado aos empréstimos consignados e mudanças nas horas extras.

Na avaliação do parlamentar, o benefício concedido aos aposentados e pensionistas representa uma conquista obtida durante a administração do ex-prefeito Vanderlei Mársico, com participação do sindicato e aprovação da Câmara Municipal. Segundo ele, a medida permitiu que o benefício fosse mantido ao cônjuge em determinadas situações após o falecimento do servidor.

Véio Modesto defendeu que o projeto seja reformulado antes da votação. Para ele, uma alternativa seria estabelecer critérios que levassem em consideração a renda dos beneficiários, preservando aqueles que recebem valores mais baixos. O vereador citou como exemplo aposentados e pensionistas que têm apenas um salário mínimo, para os quais, segundo ele, o cartão representa um complemento importante na renda mensal.

“Tem pessoas que realmente têm um salário mínimo, isso é um complemento que pode ajudar”, afirmou o vereador. Ao mesmo tempo, ele mencionou que existem beneficiários com rendimentos mais elevados e defendeu que uma eventual reformulação poderia considerar essa diferença.

O parlamentar também afirmou que já conversou com outros vereadores sobre a proposta e que percebe resistência entre parte dos integrantes do Legislativo. Segundo Véio Modesto, especialmente entre os vereadores de sua bancada, a avaliação seria contrária à retirada do benefício da forma como está sendo proposta.

Para o vereador, existem outras possibilidades de redução de despesas que deveriam ser analisadas antes de atingir os servidores. Ele citou gastos com empresas contratadas pelo município, cargos de confiança e estruturas administrativas que, segundo sua avaliação, poderiam ser revistas.

Durante a entrevista, Véio Modesto também mencionou a existência de situações de quebra da ordem cronológica de pagamentos publicadas no Diário Oficial e questionou a contratação de empresas sem licitação. As declarações foram apresentadas pelo vereador como parte de sua avaliação sobre alternativas para redução de despesas municipais.

Outro ponto citado foi a estrutura das subprefeituras. Véio Modesto afirmou que é favorável à existência dos subprefeitos, inclusive porque a criação desses cargos teve como objetivo ampliar os serviços de limpeza e manutenção nos bairros, mas questionou a falta de estrutura disponível para que esses profissionais desempenhem suas funções.

Na avaliação do vereador, a administração poderia revisar secretárias e cargos de confiança, além de outras despesas, antes de promover cortes que atinjam diretamente os servidores. “Queremos corte de gastos sim, mas não em cima do funcionário público”, declarou.

Véio Modesto afirmou ainda acreditar que a proposta, caso seja mantida nos moldes apresentados, encontrará resistência entre os vereadores. Ele disse que, diante das conversas que já teve com outros parlamentares, acredita que a maioria deverá se posicionar contra a medida.

Apesar das críticas, o projeto ainda deverá passar pela análise e votação da Câmara Municipal, onde os vereadores poderão discutir o conteúdo, apresentar alterações e definir o encaminhamento da proposta. Até a votação, o texto poderá ser objeto de debates e eventuais mudanças.

O vereador encerrou sua manifestação defendendo que o benefício seja discutido de forma mais ampla, com critérios que possam diferenciar a situação financeira dos beneficiários. Para ele, retirar o cartão-alimentação de aposentados e pensionistas que dependem do complemento representaria uma medida que poderia agravar as dificuldades enfrentadas por parte dos servidores.

A proposta ainda será analisada pelo Legislativo e, portanto, a decisão final sobre a manutenção, alteração ou rejeição da medida dependerá da tramitação e da votação dos vereadores.

Fonte e foto: Canal Um FM

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