Mais um ano sem Carnaval. Mas é por um bom motivo

Famosa por seu Carnaval popular, Taquaritinga vive o segundo ano de batuques calados. Mais uma vez, a decisão foi em decorrência da Covid-19, que ainda faz vítimas em todas as partes do mundo. Para tanto, o município baixou o decreto 5.386, que proíbe até mesmo som em bares, de modo a evitar aglomerações. O documento vigora do dia 1.º deste mês até 15 de março e veta a realização de confraternizações, shows musicais e festas alusivas aos festejos, em clubes, sítios, chácaras, praças, logradouros públicos, estabelecimentos comerciais, inclusive em edículas de festas.

Tudo para tentar frear a onda de contaminações e que não se repita o que ocorreu logo depois das festas de fim de ano, quando o número de casos cresceu exponencialmente. O fenômeno também se explica pelo alastramento da variante Ômicron, considerada pela ciência como de alta transmissibilidade. As internações também aumentaram, sobretudo em janeiro, mas não na mesma proporção graças ao efeito das vacinas. Os taquaritinguenses aderiram maciçamente à imunização, mostram os números.

A pandemia já fez 228 vítimas fatais, segundo o boletim da Secretaria Municipal de Saúde, atualizado até a última quinta-feira (24). A grande colaboração das vacinas foi ter reduzido o ritmo das mortes, que no ano passado alcançou seu ponto culminante. Para manter a situação sob controle, as festas oficiais foram suspensas logo após o Carnaval de 2020. Os eventos particulares, com algumas exceções em fases de relaxamento das restrições, também acabaram paralisados por decisão de seus organizadores ou por força de decretos.

Além da interrupção de algumas tradições (o Trio Elétrico Batatão existe desde 1983 e a Jardineira da Tarde, desde 2009, sem falar nos centenários desfiles de escolas de samba), o impacto do cancelamento do Carnaval se faz sentir na economia das pessoas que o exploram comercialmente. Muitas delas garantem boas rendas montando seus negócios –lanches e bebidas, principalmente– no chamado “quadrilátero da alegria”, onde ocorrem os festejos.

Todo esse esforço pode ser em vão se não houver colaboração por parte da população. É preciso consciência das pessoas para que não realizem festas particulares com grande número de convidados, em que os protocolos sanitários são deixados de lado. As reuniões domésticas nesse período, caso sejam feitas, devem ter somente a presença de familiares que convivem no dia-a-dia sob o mesmo teto. E que 2022 fique marcado na História como aquele em que vencemos a pandemia.

Imprensa CMT
25.fev.2022
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