Vereador relaciona problemas na manutenção de lâmpadas a possíveis débitos com a CPFL e diz que Câmara enfrenta dificuldades para obter informações do Executivo
A situação da iluminação pública em Taquaritinga voltou a ser alvo de questionamentos na Câmara Municipal. Em entrevista ao jornalista Edson Cândido, da Canal Um FM, o vereador Véio Modesto (PSD) falou sobre as reclamações de moradores relacionadas a postes com lâmpadas apagadas e afirmou que pretende cobrar explicações tanto da Prefeitura quanto da CPFL.
Segundo o vereador, ele, Meire Mazzini (PL) e Delo Bate Bola (União) solicitaram informações ao município sobre eventuais débitos com a Companhia Paulista de Força e Luz. A Câmara registra o Requerimento nº 126/2026, apresentado por Véio Modesto, que solicitava justamente informações sobre a dívida atualizada do município com a CPFL, os parcelamentos existentes, a situação dos pagamentos e o valor médio mensal destinado à iluminação pública.
Na entrevista, Véio Modesto afirmou ter recebido como resposta a existência de dois parcelamentos: um em 12 parcelas de R$ 44.935,37 e outro em 60 parcelas de R$ 40.965,57. Segundo ele, os valores envolvidos chegam a aproximadamente R$ 3 milhões. O vereador relacionou a situação financeira com as dificuldades enfrentadas pelos moradores para conseguir a substituição de lâmpadas queimadas, mas essa relação ainda depende de esclarecimentos por parte da Prefeitura e da própria CPFL.
“Se não está resolvendo os problemas é porque há uma dívida”, afirmou o vereador. De acordo com ele, representantes da CPFL já participaram de reuniões com os vereadores, mas não teriam apresentado informações detalhadas sobre a situação financeira do município com a empresa.
A cobrança também avançou para um novo requerimento. Segundo os registros da Câmara, Véio Modesto apresentou o Requerimento nº 299/2026, convidando um representante da CPFL para participar de uma sessão e prestar esclarecimentos sobre a manutenção da iluminação pública, os procedimentos adotados para atender às solicitações dos moradores e os prazos para realização dos serviços.
Durante a entrevista, o vereador também criticou a dificuldade, segundo ele, encontrada pelos parlamentares para obter informações detalhadas sobre a aplicação dos recursos municipais. Entre os exemplos citados está a destinação de recursos para a área da saúde. Véio Modesto afirmou que ele, Meire Mazzini e Delo Bate Bola solicitaram informações sobre aproximadamente R$ 16 milhões em emendas parlamentares destinadas à saúde e questionaram a Secretaria da Fazenda sobre a utilização desses valores.
Segundo o vereador, a resposta recebida foi uma orientação para consultar o Portal da Transparência. Para ele, o procedimento não atende plenamente ao papel de fiscalização exercido pelos parlamentares, que, em sua avaliação, precisam receber informações diretamente para analisar a aplicação dos recursos públicos.
Véio Modesto também mencionou questionamentos relacionados ao planejamento orçamentário do município e à atuação da Secretaria da Fazenda. Ele afirmou ter encaminhado questionamentos ao Tribunal de Contas envolvendo a acumulação das funções de secretário municipal da Fazenda e contador e disse considerar necessária uma estrutura que permita separar as funções de gestão, contabilidade e controle.
O vereador também criticou a falta de informações sobre pagamentos na área da saúde. Segundo ele, em uma reunião anterior, questionamentos sobre pagamentos a médicos, fornecedores e outros serviços teriam recebido respostas diferentes das apresentadas posteriormente pelo secretário municipal de Saúde, Denis Machado. Véio Modesto afirmou que, diante dessas divergências, defende mudanças na Secretaria da Fazenda.
Na entrevista, Véio Modesto afirmou que pretende continuar utilizando os instrumentos de fiscalização disponíveis ao Legislativo e recorrer aos órgãos de controle quando considerar que as informações solicitadas não estão sendo apresentadas de maneira satisfatória.
“Quem ocupa cargo público tem que dar transparência”, declarou o vereador, ressaltando que, em sua avaliação, a população tem direito de saber como os recursos públicos estão sendo utilizados.
A questão da iluminação pública ainda deve ter novos desdobramentos. Além do requerimento apresentado agora por Véio Modesto para que um representante da CPFL preste esclarecimentos na Câmara, o vereador Gabriel Belarmino também apresentou requerimento ao Ministério Público para que sejam apuradas possíveis irregularidades ou omissões na manutenção da rede de iluminação pública pela concessionária. Em entrevista, Véio Modesto afirmou que pretende continuar cobrando esclarecimentos e, caso as informações não sejam apresentadas, levar a situação novamente aos órgãos de controle.
Fonte e foto: Canal Um FM









