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A UBS “Akio Nakashima” promoveu, na última sexta-feira (27), uma ação diferente com pacientes que integram o grupo de acompanhamento de hipertensão e diabetes. A proposta foi unir informação e prática por meio de uma experiência sensorial com a chamada “Fruta do Milagre”.

A atividade foi conduzida pelo Dr. Paulo e apresentou aos participantes o fruto conhecido cientificamente como Synsepalum dulcificum, originário da África. Pequena e de coloração vermelha, a fruta contém uma proteína chamada miraculina, capaz de alterar temporariamente a forma como o paladar percebe determinados sabores.

Após consumir a fruta, os pacientes experimentaram alimentos naturalmente ácidos, como limão e outras frutas cítricas. Para surpresa do grupo, o sabor intenso e azedo deu lugar a uma sensação adocicada, mesmo sem qualquer adição de açúcar. A reação foi de curiosidade e entusiasmo, com relatos de que alimentos antes considerados “fortes” se tornaram mais agradáveis.

Além do aspecto curioso, a vivência teve caráter educativo. Para pessoas com diabetes, por exemplo, a experiência mostrou na prática como é possível ampliar o repertório alimentar e reduzir o consumo de açúcar, sem prejudicar o controle da glicemia. A iniciativa também incentivou reflexões sobre escolhas alimentares mais conscientes.

Durante o encontro, foram repassadas orientações importantes sobre o cultivo da planta. Trata-se de um arbusto de crescimento lento, que pode atingir entre um e cinco metros de altura, adaptando-se inclusive a vasos. Prefere clima tropical ou subtropical, solo ácido e bem drenado, além de meia sombra e regas regulares, sem encharcar. A produção dos frutos costuma ocorrer entre dois e quatro anos após o plantio.

Os profissionais também alertaram para cuidados no consumo, como evitar morder o caroço — que pode liberar sabor amargo intenso e, em situações raras, provocar reação alérgica — e reforçaram a importância de adubação orgânica periódica para quem decide cultivar a planta.

Ao final, a ação foi avaliada de forma positiva pelos participantes. A experiência combinou ciência, prática e promoção da saúde, fortalecendo o acompanhamento oferecido aos pacientes da rede municipal e ampliando o debate sobre qualidade de vida por meio da alimentação.

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