Diminuição nos repasses ameaça funcionamento da máquina pública
Por Marcos Bonilla – jornalista colaborador
A já delicada situação financeira de Taquaritinga pode se agravar ainda mais com a drástica redução do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A cidade, que enfrenta uma crise sem precedentes, será diretamente impactada pela queda superior a 50% no valor previsto para este mês de julho. No primeiro decêndio, as prefeituras brasileiras receberão apenas R$ 3,2 bilhões, contra os R$ 6,82 bilhões repassados em junho.
Com baixa arrecadação própria, Taquaritinga depende fortemente dos repasses federais para manter serviços essenciais funcionando. A diminuição abrupta dos recursos acende o sinal de alerta: obras podem ser paralisadas, salários atrasados, e áreas fundamentais como saúde, educação e assistência social comprometidas.
Prefeitos de todo o país já cogitam medidas drásticas, como corte de benefícios e demissões de servidores, diante do cenário de colapso fiscal. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) tem pressionado o governo federal por medidas emergenciais, mas, até o momento, não obteve resposta concreta.
Sem apoio imediato da União, cidades como Taquaritinga enfrentam o risco real de colapso administrativo — e a população, mais uma vez, será a principal afetada.










