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Com a chegada do período de férias escolares e dos dias mais ventosos, a prática de soltar pipas volta a ser comum em Taquaritinga. Diante desse cenário, a Polícia Militar anunciou que irá intensificar a fiscalização para combater o uso e a comercialização de linhas com cerol e linhas cortantes, materiais proibidos por lei devido ao alto risco de acidentes.

Em entrevista à Canal Um FM, o capitão Lage, da Polícia Militar de Taquaritinga, explicou que o Estado de São Paulo possui, desde 2019, uma legislação que proíbe a venda, o uso e a circulação de linhas com cerol — produzidas com vidro moído — e também das chamadas linhas chilenas e outros materiais industrializados fabricados com finalidade cortante.

Segundo o capitão, a legislação prevê punições tanto para quem utiliza quanto para quem comercializa esse tipo de material. Os estabelecimentos flagrados vendendo linhas proibidas podem, inclusive, perder o alvará de funcionamento, além de serem multados.

 

Fiscalização será intensificada

Lage informou que a Polícia Militar reforça o patrulhamento nesta época do ano justamente por ser o período em que aumenta a quantidade de crianças e adolescentes soltando pipas.

De acordo com ele, sempre que policiais encontrarem pessoas utilizando linhas proibidas durante o patrulhamento, o material será apreendido. No caso de menores de idade, eles serão identificados e os responsáveis legais deverão comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos, podendo responder pelas infrações cometidas.

O capitão destacou ainda que Taquaritinga possui uma legislação municipal, em vigor desde 2005, que também prevê multas e outras penalidades relacionadas ao uso e à comercialização desse tipo de material.

 

Responsabilidade pode ir além das multas

Durante a entrevista, Lage ressaltou que, nos casos em que a pessoa é apenas flagrada com a linha cortante, as medidas seguem o previsto na legislação. No entanto, se o uso do material provocar lesão corporal ou até mesmo uma morte, os responsáveis poderão responder criminalmente.

O capitão citou o caso do professor de informática da Etec “Dr. Adail Nunes da Silva”, em Taquaritinga, Fábio José Colombo, de 49 anos, que morreu na tarde do último domingo (12) após ser atingido no pescoço por uma linha de pipa com cerol enquanto pilotava uma motocicleta em uma estrada vicinal na zona rural de Santa Adélia. O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio e será investigado. Segundo o oficial, tragédias como essa reforçam a necessidade de intensificar a fiscalização, conscientizar a população e combater a venda e o uso de linhas cortantes.

 

Denúncias são fundamentais

O capitão reconheceu que identificar o responsável por uma linha após um acidente pode ser uma tarefa difícil. Por isso, segundo ele, o foco da Polícia Militar é atuar de forma preventiva, retirando esse tipo de material de circulação antes que ocorram vítimas.

A corporação pede que a população denuncie pontos de venda e pessoas que estejam utilizando linhas proibidas. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190, de forma identificada ou anônima. Quem preferir manter total sigilo também pode utilizar o Disque Denúncia 181, além dos canais eletrônicos disponíveis para denúncias anônimas.

 

Antena corta-pipa pode salvar vidas

Outro ponto destacado pelo capitão foi a importância da instalação da antena corta-pipa nas motocicletas. Embora o equipamento não seja obrigatório, ele lembrou que campanhas de conscientização já foram realizadas pelo Detran-SP para incentivar seu uso.

Segundo Lage, trata-se de um acessório de baixo custo, normalmente encontrado entre R$ 15 e R$ 20, capaz de reduzir significativamente o risco de acidentes envolvendo linhas cortantes.

A Polícia Militar também orienta que pais e responsáveis acompanhem as crianças durante a prática de soltar pipas, garantindo que a brincadeira seja realizada de forma segura e longe de materiais proibidos.

Fonte e foto: Canal Um FM

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