Por Marcus Rogério de Oliveira*
Seguimos com nossa série semanal sobre tecnologias disruptivas e seus impactos aqui em Taquaritinga. Antes de tudo, nosso agradecimento a você, leitor, que tem participado ativamente. Durante a semana, recebemos mensagens, ouvimos comentários nas rodas de conversa e acompanhamos debates importantes e profundos. Essa troca mostra que nossa querida comunidade está atenta e pronta para aproveitar o que a Inteligência Artificial pode oferecer.
Vejam que interessante! Nesta semana, um estudo do LinkedIn chamou atenção. Ele demonstra que o Brasil lidera globalmente em confiança e entusiasmo com a IA no ambiente de trabalho. Segundo a pesquisa, 83% dos brasileiros acreditam que a tecnologia melhora as rotinas diárias – o maior índice entre 14 países. E aqui vale a reflexão sobre o que nos faz tão receptivos. Talvez o fato de sermos um povo criativo, acostumado a transformar desafios em soluções práticas e inovadoras.
Em Taquaritinga, essa disposição traz várias oportunidades concretas. Por exemplo, no agronegócio, nossos produtores podem explorar soluções de IA para prever pragas, planejar colheitas ou otimizar irrigação. A Fatec, com seus projetos de IA aplicados ao agro, tem vários exemplos dessas ferramentas sendo desenvolvidas. E cada iniciativa abre espaço para novos negócios, por exemplo, empresas de sensores, startups de análise de dados agrícolas, serviços de consultoria tecnológica.
A pesquisa mostra também que 68% dos profissionais consideram criar novas carreiras ligadas à IA. Isso abre espaço para Taquaritinga se firmar como terreno importante para startups. Eventos como o Startup Day e os programas do Núcleo INOVA da Fatec são aceleradores de ideias. Imagine comerciantes locais utilizando IA para personalizar promoções ou ajustar estoques com precisão – soluções que podem ser vendidas, replicadas e até exportadas para cidades vizinhas.
Na educação, o movimento também é bastante promissor. Projetos como o Educa Taquaritinga, que utiliza IA para inclusão de crianças com TEA, mostram como a inovação gera impacto social e também negócios na educação. Ao mesmo tempo, cursos de IA para professores não só preparam nossos professores talentosos para o futuro da IA, como criam uma demanda por materiais, plataformas e serviços educacionais. Um mercado em expansão.
E os pontos que alguns poderiam ver como dificuldades, como a conectividade limitada em certas áreas ou o impacto na demanda de empregos, aqui devem ser vistos como motivações. São oportunidades para empresas locais investirem em soluções inteligentes. Automação no campo e no comércio é uma chance de abrir espaço para novos serviços de capacitação, suporte técnico e gestão de tecnologias. Tudo isso significa mais negócios que irão gerar empregos qualificados e novas frentes de atuação.
Se 74% dos profissionais já aumentaram o uso de IA em apenas um ano, Taquaritinga pode se posicionar como exemplo disso no interior paulista. Ao adotar, adaptar e empreender com IA, podemos multiplicar a produtividade, criar startups, formar especialistas e mostrar que inovação não é privilégio das grandes capitais.
Nosso convite é simples! Experimente, teste, aplique e compartilhe. Cada passo dado por empreendedores, produtores, professores e estudantes fortalece o ecossistema local. Vamos aproveitar o momento.
*Marcus Rogério de Oliveira é um renomado professor da Fatec de Taquaritinga, onde leciona desde 1995. Com um extenso currículo acadêmico, é Doutor em Biotecnologia pela UFSCar, Mestre em Ciência da Computação pelo ICMC-USP e Bacharel em Ciência da Computação pela Unoeste. Sua vasta experiência o tem levado a atuar em áreas como Banco de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia de Dados e Ciência de Dados.
(Imagem gerada por IA)










