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Modelos Generativos de IA na Administração Municipal em 2025

Por Marcus Rogério de Oliveira*

Dando continuidade à nossa série sobre como a inteligência artificial (IA) está transformando rapidamente a forma como vivemos e trabalhamos, nesta edição, exploraremos como os modelos generativos de IA podem ser aplicados no âmbito da administração municipal.

Com a eleição para prefeito marcada para outubro de 2024 e uma nova administração assumindo em janeiro de 2025, é provável que a adoção de tecnologias de IA, incluindo modelos generativos, seja uma grande e importante novidade. Os candidatos devem considerar como a IA pode melhorar a eficiência operacional, fornecer melhores serviços aos cidadãos e preparar nossa cidade para o futuro digital.

Os modelos generativos de IA, conforme já falamos em edições anteriores, são sistemas treinados em grandes quantidades de dados para gerar novos conteúdos, como texto, imagens ou código, extrapolando os dados nos quais foram treinados. Esses modelos têm o potencial de revolucionar a prestação de serviços públicos, aumentar a eficiência operacional e facilitar a comunicação entre a prefeitura e os cidadãos.

Uma das principais aplicações é a assistência à redação. Os modelos generativos podem ajudar a redigir documentos oficiais, comunicados à imprensa, atualizações no site da prefeitura, gerar respostas a perguntas frequentes dos cidadãos e ainda analisar e interpretar dados da administração pública destacando padrões difíceis de serem detectados. Isso economiza tempo valioso dos funcionários públicos, permitindo que se concentrem em tarefas mais críticas.

Por exemplo, um prompt como: “Escreva um comunicado de imprensa anunciando a inauguração de um novo parque municipal na próxima semana, incluindo informações sobre as instalações, horários de funcionamento e uma citação do prefeito” poderia gerar um rascunho inicial que poderia ser revisado e refinado pelos funcionários.

Além disso, os modelos generativos podem ser usados para resumir automaticamente longas transcrições de reuniões do município, permitindo que os funcionários e cidadãos obtenham rapidamente os principais pontos sem precisar da leitura de horas do material. Várias transcrições também podem ser comparadas e analisadas para que seja extraído delas a evolução dos debates e das decisões.

Embora os modelos generativos possam ser incrivelmente úteis, eles requerem supervisão humana para garantir a precisão e a adequação do conteúdo gerado. No caso de documentos oficiais ou comunicações públicas, é essencial que haja revisão e edição do conteúdo antes de ser publicado.

É importante que a próxima administração aborde a IA de maneira responsável e ética, protegendo a privacidade dos cidadãos, sendo transparente sobre o uso dessas tecnologias e garantindo que os seres humanos permaneçam no controle dos sistemas de IA.

A IA está aqui para ficar, e cabe a nós, como comunidade, aproveitar ao máximo seu potencial enquanto cuidamos de nossos valores fundamentais. Fiquem ligados para mais publicações sobre como a IA está transformando a eleição e nossa cidade nas próximas edições.

 

*Marcus Rogério de Oliveira é um renomado professor da Fatec de Taquaritinga, onde leciona desde 1995. Com um extenso currículo acadêmico, é Doutor em Biotecnologia pela UFSCar, Mestre em Ciência da Computação pelo ICMC-USP e Bacharel em Ciência da Computação pela Unoeste. Sua vasta experiência o tem levado a atuar em áreas como Banco de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia de Dados e Ciência de Dados.

 

(Imagem gerada por Inteligência Artificial)

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