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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decretou a falência do Grupo Ricoy, conglomerado que reúne empresas ligadas às redes Ricoy e Vencedor Atacadista, incluindo a unidade que funcionava em Taquaritinga. A decisão foi assinada em 28 de agosto pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, e ainda cabe recurso.

A falência encerra o processo de recuperação judicial iniciado pelo grupo no final de 2025. De acordo com os documentos do processo, o Grupo Ricoy declarou inicialmente R$ 518,995 milhões em dívidas distribuídas entre 5.027 credores. O conglomerado também reconheceu aproximadamente R$ 172 milhões em débitos junto à União e às prefeituras de Jundiaí, São Paulo e Carapicuíba, fazendo com que o passivo total mencionado no processo se aproxime de R$ 700 milhões.

A decisão judicial determina medidas para localização e bloqueio de bens e contas bancárias vinculadas às empresas atingidas pela falência. A conversão da recuperação judicial em falência ocorreu após os credores rejeitarem o plano de recuperação apresentado pelo grupo durante o processo.

Entre as justificativas apresentadas pelas empresas para a crise financeira estavam o aumento da concorrência no setor de atacarejos, dificuldades fiscais relacionadas à incorporação de outro grupo empresarial e o aumento da taxa Selic a partir de 2022, que teria elevado o custo das dívidas.

 

Situação em Taquaritinga

Em Taquaritinga, os efeitos da crise financeira já haviam atingido os trabalhadores meses antes da decretação da falência. A unidade do Vencedor Atacadista encerrou as atividades em novembro de 2025, deixando cerca de 40 funcionários dispensados.

Na ocasião, os trabalhadores também ficaram sem receber o último salário. A expectativa era de que o plano de recuperação judicial apresentado pela empresa fosse homologado para que tivesse início o pagamento das verbas rescisórias, mas isso não ocorreu.

Segundo os advogados que acompanham a situação dos trabalhadores, o processo não chegou à fase de aprovação do plano de recuperação, etapa em que estaria previsto o cronograma e a forma de pagamento dos valores devidos aos funcionários.

Com a decretação da falência, os ex-funcionários da unidade de Taquaritinga que foram habilitados na ação de recuperação judicial passam a aguardar o andamento do processo de falência para tentar receber os valores trabalhistas devidos. No momento, não há prazo definido para o pagamento.

Fonte: Canal Um FM – Foto: Reprodução/Google Maps

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