Mercadão da bola dos grandes de São Paulo:
As promessas, apostas e pressão logo na largada. O Paulistão começa neste fim de semana, mas fora das quatro linhas o jogo já está quente. O Mercadão da Bola dos grandes de São Paulo mostra clubes em estágios bem diferentes: uns apostando em experiência, outros cautelosos no cofre, e há quem tente reconstruir a casa depois de um ano turbulento. Vamos ao giro completo.
Corinthians: alívio financeiro e elenco em ebulição
No Parque São Jorge, a principal vitória veio fora do campo. O Timão quitou a pendência com o Santos Laguna e voltou a respirar no mercado, podendo inscrever jogadores.
O primeiro nome a chegar é Gabriel Paulista, zagueiro experiente, daqueles que chegam para jogar e liderar. Uma contratação pontual, mas importante.
O Corinthians também monitora Alisson, meio-campista do São Paulo, porém a pedida do Tricolor — Raniele na troca — esfriou o negócio.
Pedro Raul retorna de empréstimo e pode ganhar nova chance, enquanto o volante Maicon saiu de vez, negociado pelo Shakhtar com o Atlético-MG.
O elenco passa por uma reformulação pesada:
Felix Torres negocia com o Inter;
Fagner rescindiu e fica em definitivo no Cruzeiro;
Alex Santana e Héctor Hernández treinam separados;
Romero e Angelieri ainda não renovaram.
Clima de mudança. E no Corinthians, mudança sempre vem com cobrança imediata.
Palmeiras: cautela, silêncio e planejamento
No Allianz Parque, o mercado é discreto — e isso não surpreende. O Palmeiras segue fiel à sua filosofia: gastar pouco, planejar muito.
Chegou Marlon Freitas, vindo do Botafogo, e Fuchs, foi comprado do Atlético-MG. Lomba renovou por mais um ano, mantendo a segurança no gol.
No radar, aparecem Fabinho, do futebol árabe, e Nino, zagueiro que agrada à comissão técnica.
Já nas saídas, algumas movimentações chamam atenção:
Micael, emprestado ao Inter Miami
Gilberto, jovem da base ao Athletico.
Aníbal Moreno, vendido ao River Plate
Weverton, com propostas de Bahia e Grêmio pode sair.
O Palmeiras não faz barulho, mas costuma ser cirúrgico. E isso, historicamente, funciona.
Santos: reconstrução com peso de camisa
Depois de flertar perigosamente com o rebaixamento, o Santos resolveu agir. E agiu forte.
Foram comprados Barreal e Zé Ivaldo, reforçando setores carentes. A grande notícia, claro, é Neymar, que renovou até o fim do ano — um símbolo que vale mais que qualquer estatística.
O Peixe ainda trouxe nomes de impacto:
Gabigol, por empréstimo do Cruzeiro;
Gabriel Menino, emprestado pelo Atlético-MG;
Morelos voltou de empréstimo, mas deseja sair, e o caso pode parar na Justiça.
Nas saídas, o Santos também enxugou o elenco:
Souza, lateral, rumo ao Tottenham;
Brasão, com proposta do Flamengo;
Vitor Hugo, na mira do Atlético-MG;
Guilherme, foi vendido para os EUA.
Luizão, emprestado ao Goiás.
Além disso, Luis Felipe, Messias e Rodrigo Fernandes foram dispensados. Sandry, Hyan e Patrick saíram por empréstimo — este último para o Remo.
O Santos tenta equilibrar juventude, experiência e identidade. O Paulistão será o primeiro teste real.
São Paulo: criatividade sem dinheiro
No Morumbi, a palavra de ordem é contenção. Sem recursos para grandes investimentos, o São Paulo apostou em oportunidades de mercado.
Chegaram Danielzinho, volante do Mirassol, Coronel, goleiro vindo da MLS, e Doria, zagueiro que estava no Atlas, do México. Lucas Ramon, lateral do Mirassol, ainda negocia.
Há interesse em Allan, do Flamengo, mas o negócio depende de engenharia financeira.
Nas saídas, um ciclo se encerrou:
Luis Gustavo, Dinenno, Rigoni, Belém e Leandro não renovaram. Oscar anunciou aposentadoria.
Mailton foi emprestado ao Fortaleza e Lanza ao Juventude.
Rodriguinho deve ser vendido ao Red Bull Bragantino.
O São Paulo começa o ano com elenco curto, mas aposta na organização e na base para competir.
O Paulistão começa, mas o campeonato paralelo — o do mercado da bola — já mostrou que cada gigante paulista escolheu um caminho diferente.
Quem acertar mais rápido, larga na frente. Quem errar, vai ouvir a torcida desde a primeira rodada.
E como sempre, em São Paulo, paciência é artigo raro.
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