Em entrevista à Rádio Massa FM, Fabrício Araújo explicou os fatores que favorecem a proliferação dos animais, destacou a importância da limpeza dos terrenos e orientou a população sobre medidas preventivas
O aparecimento de escorpiões tem preocupado moradores de diferentes bairros de Taquaritinga. A situação, que ganhou destaque após relatos de ocorrências no Laranjeiras 4, não se limita àquela região. Em entrevista ao jornalista Auro Ferreira, na Rádio Massa FM, o diretor do Departamento Municipal de Controle de Vetores (DEMCOVE), Fabrício Araújo, reconheceu que a presença desses animais representa um problema em toda a cidade e explicou os fatores que contribuem para sua proliferação no ambiente urbano.
Segundo Fabrício, o fenômeno também é registrado em outros municípios e tem caráter sazonal. Ele destacou a facilidade de adaptação dos escorpiões às áreas urbanas, onde encontram abrigo e alimento. No caso do escorpião-amarelo, o diretor explicou que a espécie pode se reproduzir sem a necessidade de um macho, característica que favorece sua multiplicação. A disponibilidade de baratas, que servem de alimento, e os esconderijos em redes de esgoto e outros locais também contribuem para a presença dos animais nas cidades.
Ao comentar os relatos do Laranjeiras 4, Fabrício afirmou que o aparecimento de escorpiões costuma se intensificar entre setembro e outubro. De acordo com ele, nessa região também há registros de escorpiões pretos, menores que os amarelos, encontrados principalmente em terrenos com mato alto, entulho, restos de materiais de construção e sujeira acumulada.
O diretor explicou que a retirada da vegetação ou a aplicação de produtos químicos nesses locais pode fazer com que os animais deixem seus abrigos e procurem outros espaços, inclusive o interior das residências. Por isso, defendeu a manutenção regular dos terrenos e afirmou que o DEMCOVE tem orientado a população e encaminhado situações à fiscalização municipal para as providências cabíveis.
Fabrício ressaltou que não é possível realizar ações de controle em todos os terrenos com vegetação alta, o que torna a colaboração dos proprietários fundamental. Ele também chamou a atenção para áreas com terrenos abandonados e materiais acumulados, condições que podem favorecer a presença dos animais e aumentar os riscos para quem vive nas proximidades.
Sobre os acidentes, o diretor explicou que tanto o escorpião-amarelo quanto o preto são peçonhentos, mas apontou o amarelo como o mais perigoso. Segundo ele, o animal geralmente não ataca espontaneamente, mas pode picar quando se sente ameaçado ou é tocado. Crianças, especialmente as menores de 10 anos, e idosos exigem atenção redobrada devido ao risco de complicações.
Entre as recomendações preventivas, Fabrício orientou manter ralos fechados, instalar proteções nas portas e verificar diariamente os calçados antes de utilizá-los, sobretudo os das crianças. Ele também desaconselhou o uso indiscriminado de inseticidas, pois a aplicação inadequada pode irritar os escorpiões e fazê-los procurar outros esconderijos dentro da residência, sem garantir a eliminação do problema.
Moradores que encontrarem escorpiões podem entrar em contato com o DEMCOVE pelo telefone (16) 3252-2238. O departamento conta com uma equipe para receber as ocorrências e orientar a população.
Durante a entrevista, Fabrício informou ainda que, nos dias 21 e 22 de outubro, a equipe realizará ações preventivas no Cemitério Municipal, com verificação dos túmulos e manejo ambiental, em preparação para o feriado de Finados, quando o local recebe um número maior de visitantes.
Além do alerta sobre os escorpiões, o diretor chamou a atenção para a prevenção da dengue. Com a alternância entre períodos de chuva e calor, as condições podem favorecer a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Segundo ele, durante uma ação realizada na região central no mês anterior, a equipe encontrou criadouros com larvas em sete de cada 25 residências visitadas.
Os focos foram identificados principalmente em vasos de plantas e recipientes descartados nos quintais. Fabrício reforçou que a população deve eliminar a água parada, vistoriar regularmente os imóveis e manter os quintais limpos. A prevenção, destacou, depende também da participação dos moradores, com medidas simples que podem reduzir os riscos à saúde pública.
Fonte: Auro Ferreira – Foto: Ilustrativa/Gerada por IA












