Entre vacas magras e esperança
O assunto é: quem forma a maioria, os otimistas ou os pessimistas? No centro da discussão está Taquaritinga, enredada numa crise sem precedentes. Será mesmo que sem precedentes, como dizem alguns em tom de alarmismo? Esqueceram dos períodos de guerras mundiais, talvez.
Esse tema é recorrente, mas agora ganhou força porque o poder público passa um perrengue danado, pelos motivos que todos por aqui já sabem. Essas agruras financeiras afloram percepções nos cidadãos, e a imprensa se aproveita disso para colocar as discussões na mesa.
Muitos puderam se manifestar em uma publicação que mostrava a quantidade de prédios comerciais desocupados no centro da cidade. Isso seria, segundo o jornalista, um elementar indício de crise.
Em contraponto, outra publicação exibia novos negócios se abrindo, um indicativo de que a vida continua, de que o coração da cidade segue pulsando. Muitos comentários surgiram, alguns concordando de que há uma luz no fim do túnel, e outros insistindo que a coisa não tem mais jeito.
É importante lembrar que Taquaritinga já enfrentou momentos difíceis num passado não muito distante, como o fechamento de três agroindústrias de grande porte, e mesmo assim mostrou resistência e capacidade de superação. A cidade não é estranha a crises e sabe como lidar com elas.
A laranja já foi um bom negócio no campo, mas quando deixou de ser, a cidade se adaptou e encontrou novas oportunidades. É normal que a população se divida entre otimistas e pessimistas, com os últimos em franca vantagem, levados pela força das circunstâncias atuais.
Os realistas, como eu, acreditam que hoje as vacas estão magras, mas não foram para o brejo. A cidade tem potencial e recursos humanos para se recuperar e voltar a crescer. A Prefeitura, se esteve bem das pernas algum dia, já faz muito tempo. Mas a economia do município não se resume à saúde financeira do poder público.
A imprensa pode amplificar as crises, mas também pode ajudar a mostrar as soluções e os caminhos para a superação. É uma questão de perspectiva e escolha.
Seja como for, Taquaritinga não vai acabar e não se tornará uma cidade fantasma. E, como em outras vezes, daremos a volta por cima, mesmo que demore um pouco, porque as crises não são eternas, assim como uma fase de progresso não dura para sempre.
Foto: Reprodução/EPTV










