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Um pouco de otimismo

Tenho notado que o que anda faltando às pessoas é uma dose de otimismo. Nem todas, claro, padecem da doença do pessimismo, mas de vez em quando é preciso tomar um ânimo a mais –sobretudo aqueles que se consideram formadores de opinião. Ser otimista em relação ao futuro exige também enxergar o presente com algum grau de esperança.

É evidente que todos gostaríamos que o país estivesse às mil maravilhas –o que, sabemos, está longe de ser verdade. Mas convenhamos: salvo raríssimas exceções, pouquíssimas nações hoje podem se considerar livres de problemas. Ainda mais em um cenário global em que até o presidente dos Estados Unidos anda disposto a esculhambar as relações comerciais internacionais.

Mais perto de nós, seria ótimo se a Prefeitura de Taquaritinga estivesse em situação mais confortável, longe da crise financeira e administrativa que enfrenta. Mas é um erro tomar a parte pelo todo. A cidade não se resume à administração pública.

Taquaritinga é muito mais que isso. É feita de empreendimentos particulares, de esforços pessoais, de gente que trabalha e faz a roda girar. Há dinheiro, muito dinheiro, circulando. O comércio continua vendendo. Supermercados estão sempre cheios. Quem frequenta restaurantes, bares e pizzarias sabe: dificilmente há lugares vazios. Se a crise estivesse mesmo paralisando tudo, não haveria filas.

A mania de ver o copo meio vazio leva os derrotistas de plantão a declarar que tudo está perdido. A polarização política, em todos os níveis, acirra essa falsa percepção. Nada está perdido. Os problemas da Prefeitura são reversíveis. Bastam medidas concretas, responsabilidade com o orçamento e seriedade na gestão para que o município volte a caminhar com equilíbrio.

É preciso lembrar: uma cidade não se mede apenas pela atuação de seus governantes, mas também pela vitalidade de seu povo, de seus negócios, de suas tradições. Taquaritinga continua viva, pulsante, em constante movimento. O município logo estará de cara nova, com aquele espírito festivo que sempre nos caracterizou. Só precisamos resgatar a autoestima, sufocada por alguns “corneteiros do apocalipse”.

O filósofo Luiz Felipe Pondé diz que, hoje em dia, ser pessimista virou sinônimo de sofisticação –enquanto o otimista, muitas vezes, é visto como alienado. Mas ele mesmo alerta: o pessimismo pode virar vício, até dar algum prazer. Eu acrescento: todo pessimista acaba se tornando chato.

Acreditar em dias melhores não é apenas um direito. É quase uma obrigação. Claro que não devemos ignorar os problemas. Mas também não podemos deixar de enxergar que a vida da cidade segue cheia de movimento, com bons indicadores sociais e econômicos. E isso, por si só, já é motivo para ter esperança.

Imagem: Portal Texto do Dia