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A missão dos protetores da vida animal

Como é dura a vida de um protetor de animal. As pessoas que, por seu coração generoso, se lançam à missão de lutar pela dignidade dos bichinhos, geralmente são alvos de incompreensão. Mas disso elas já estão resignadas.
Seguem trabalhando, embora saibam que é uma luta inglória ou pelo menos desleal. A cada animal resgatado, aparecem dois, três ou mais em situação igual, porque a reprodução dessas espécies tem um ritmo acelerado.
Em razão disso, por mais eficiente que seja o serviço de castração, sempre estará abaixo do necessário, tamanha é a demanda. Esse trabalho, árduo e oneroso, visa a reduzir populações de cães e gatos errantes.
Não raras vezes, os protetores se veem dando guarida a vários deles na própria casa, porque os canis estão cheios. Seus sentimentos em relação aos tutelados não os permitem mantê-los nas ruas e, quando não há jeito, até perdem o sono.
Como ficar indiferente a uma ninhada encontrada em baixo de entulhos? Vão logo publicando anúncios para buscar possíveis adotantes, ao mesmo tempo em que providenciam a castração da mãe – e dos filhotes, quando chegar a hora certa.
A natureza joga a favor, pois não é fácil resistir à doçura dos pequeninos seres que começam a descobrir o mundo. Por outro lado, há ainda quem os descarte à própria sorte, quando não dentro de sacos para que a morte os colha sem uma segunda chance.
À falta de auxílio governamental, para fazer frente ao serviço de saúde pública que desempenham, os abnegados promovem eventos e iniciativas para arrecadação de dinheiro. É dessa forma que tocam a sua missão de caridade, dedicando tempo e muitas vezes colocando dinheiro do bolso.
Diante desse esforço, é bem capaz de ouvirem comentários de que não fariam o mesmo em favor de seres humanos e que atribuem aos animais caracteres que não lhe são inerentes.
Talvez os críticos possam não acreditar que bicho também desenvolve sentimentos de carinho e apego, coisa que a ciência já demonstrou há décadas e que qualquer tutor sabe. Mas não podem ignorar que sentem fome, sede e frio.
Esse tipo de maledicência é uma injustiça que se comete contra os zelosos amigos dos animais, porque também existem – e em grande número – os filantropos que trabalham pela saúde humana. No mundo, há espaço para todo tipo de altruísmo.
O Espiritismo contempla os animais desde o século XIX. Allan Kardec e seus interlocutores do Alto ensinaram que eles são nossos irmãos menores, que merecem amor, respeito e assistência. Quando empregados em trabalho, não são nossos escravos, pois têm sentimentos iguais aos nossos: alegria, tristeza, euforia, cansaço.
É por isso que todas as cidades têm os seus grupos organizados em prol da vida animal. Seus integrantes cada vez mais conquistam a simpatia da sociedade, o que alimenta a esperança de que um dia nem um bichinho ficará desamparado.

Imagem gerada por IA