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Por José Roberto Gaion | Esporte de Primeira

O Campeonato Paulista da Série A4 de 2027 começou a ganhar forma. O Conselho Técnico definiu os grupos, estabeleceu o regulamento e confirmou o início da competição para 14 de fevereiro. Mas, se dentro de campo a disputa promete emoção, fora dele ainda há muito trabalho pela frente. E, para o torcedor do Clube Atlético Taquaritinga (CAT), a palavra de ordem é cautela.

O Leão da Araraquarense está no Grupo 1, ao lado de América, Barretos, Comercial, Grêmio São-Carlense, Lemense, Tanabi e Vocem. A nova fórmula regionalizada muda o planejamento dos clubes, mas não responde à principal pergunta que todo torcedor faz neste momento: quem chega mais forte para brigar pelo acesso?

Minha opinião é direta: é muito cedo para apontar favoritos e, principalmente, para afirmar qual grupo é mais forte ou mais fraco.

O mercado da bola continua em rotação. Os clubes avaliam nomes, negociam contratações, ajustam orçamentos e procuram as melhores peças para montar seus elencos. O que parece uma equipe competitiva hoje pode mudar completamente nas próximas semanas. Da mesma forma, um clube que ainda não desperta tanta atenção pode surpreender quando fechar seu planejamento.

No caso do CAT, existe uma base de trabalho e um elenco em formação, mas ainda há questões importantes a serem oficializadas, como a assinatura de contrato do treinador. São detalhes que fazem diferença e mostram que o planejamento não se resume a anunciar jogadores ou divulgar nomes.

É preciso ter calma para avaliar o cenário. A torcida tem todo o direito de sonhar com o acesso à Série A3, mas a análise precisa levar em consideração o conjunto: elenco, comissão técnica, preparação física, organização, capacidade financeira e, principalmente, o desempenho dentro de campo.

O novo formato terá dois grupos de oito equipes, com confrontos de ida e volta na primeira fase. Os quatro melhores de cada chave avançam às quartas de final, enquanto o último colocado de cada grupo será rebaixado. Os finalistas conquistarão o acesso à Série A3 de 2028. Ou seja, não haverá espaço para descuidos ao longo da competição.

Por enquanto, o que temos é a tradição, a história e o peso das camisas. E isso também conta. O CAT carrega uma identidade construída ao longo de décadas e uma torcida que conhece a importância de ver o clube novamente entre os protagonistas do futebol paulista. Entretanto, camisa não ganha jogo sozinha. É preciso transformá-la em competitividade, organização e resultado.

Ainda falta muita coisa para todos os participantes. Antes de fazer prognósticos, precisamos acompanhar como cada equipe vai fechar seu elenco, definir sua comissão técnica e chegar à pré-temporada.

O campeonato já começou fora das quatro linhas, mas a verdadeira medida de força só aparecerá quando a bola rolar.

Em outubro, podemos discutir possibilidades. Em fevereiro, começaremos a conhecer as respostas. Até lá, o torcedor do CAT tem motivos para acreditar, mas o momento pede planejamento, trabalho e pés no chão.

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