Santa-casa banner
Shadow

Dois advogados foram presos na terça-feira (23) nos municípios de Taquaritinga e Jaboticabal durante uma operação que apura a invasão de sistemas informatizados do Judiciário e o repasse de informações sigilosas a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação, batizada de Operação Backdoor, foi deflagrada pelo GAECO, com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Além das prisões, também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.

Segundo o Ministério Público, os investigados teriam acessado ilegalmente processos sob sigilo usando credenciais funcionais de forma indevida, mesmo sem atuação direta nos casos consultados. As prisões são temporárias e têm prazo inicial de cinco dias.

 

Informações sigilosas e impacto nas investigações

De acordo com o GAECO, o vazamento de dados teria permitido que parte dos investigados em processos criminais conseguisse fugir antes da execução de ordens judiciais, dificultando o trabalho das autoridades. Há suspeita de que vários alvos ainda estejam foragidos.

As investigações apontam que os advogados atuavam como uma espécie de elo entre o grupo responsável pela violação dos sistemas e integrantes do PCC, repassando informações obtidas de forma irregular.

Em um dos trechos da apuração, o major da Polícia Militar Pablo Flora afirmou que os acessos ocorreram por meio de senhas, mas sem autorização legal para consulta dos processos sigilosos.

O objetivo da fase atual da operação é identificar todos os envolvidos na rede e aprofundar a coleta de provas. Todo o material apreendido será periciado.

 

OAB acompanha o caso

Em nota, a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeirão Preto informou que a Comissão de Direitos e Prerrogativas foi acionada e acompanha o cumprimento das diligências.

A entidade destacou que a atuação busca garantir o respeito às prerrogativas da advocacia e o cumprimento das garantias constitucionais durante a operação.

Fonte: G1 – Foto: Canal Um FM

Rally Auto Posto