Adestramento Positivo: Destaque de treinadora no método rende parceria com o Instituto Luisa Mell

 Ensinar sem punir: o tema, muito presente e defendido em todas as áreas educacionais, passa a ser o centro de discussão de adestradores caninos. A proposta faz parte do Adestramento Positivo; método utilizado por treinadores de animas e que rendeu à Carolina Jardim uma parceria com o Instituto Luisa Mell, pelo destaque e respeito dentro da profissão.

O treinamento é uma das quatro linhas de trabalho utilizadas no Brasil e, como o próprio nome já diz, consiste em educar o cachorro sem o uso de punições ou ferramentas que gerem medo, como borrifadores, latinhas com moeda, cutucões e enforcadores, por exemplo. Promissora em estreitar o relacionamento entre o tutor e o animal, a técnica despertou o interesse de Carolina em 2015. A adestradora, moradora de Taquaritinga (SP) e que possui mais de doze anos de profissão, decidiu se aperfeiçoar na área para trazer a nova forma de ensinamento para a cidade, sendo uma das poucas profissionais habilitadas no país.

Em entrevista ao Jornal Tribuna, Carolina afirma que é possível conseguir implantar o treinamento através do reforço positivo em qualquer cachorro, sem distinção. “O sucesso do treinamento depende bastante de qual é a expectativa que o tutor tem quanto ao lugar do cachorro dentro da família. Hoje temos diferentes realidades, como o cão que ainda fica mais fora de casa, mas também temos o cão que divide o quarto com o dono. E, para cada tipo de convivência, teremos desafios específicos. De qualquer forma e independente do caso, é fundamental que o tutor disponibilize seu tempo para participar das aulas e seguir, com persistência, as orientações passadas em seu dia-a-dia, afinal, é ele quem vive com o cão”, esclarece.

Diferente do adestramento punitivo, que tem como objetivo corrigir problemas que o cachorro apresenta, como latir demais, morder ou destruir objetos, a nova técnica consiste em buscar compreender o que leva o cão a exibir o comportamento indesejado, quais são suas emoções, suas motivações. Busca-se trabalhar para que ele passe a se sentir melhor em seu ambiente, tenha uma rotina adequada e estabeleça uma relação de parceria com sua família, para que, somente dessa forma, possa apresentar uma mudança comportamental de fato.

O treinamento é feito na casa do próprio animal, entre uma ou duas aulas semanais. Quando há engajamento da família, os primeiros resultados podem aparecer em poucas semanas. Entre as mudanças, estão cães mais calmos, menos ansiosos, que sabem esperar para obter o que querem e que confiam em seus tutores como fonte das melhores coisas em suas vidas.

Com vasta experiência e somatória de sucesso em seus treinamentos, a adestradora conta que o interesse pelo comportamento animal surgiu da própria necessidade de se comunicar com uma cachorra dálmata, com deficiência auditiva, que foi adotada por ela.  “Sou psicóloga e atuei por mais de dez anos na área de Educação de humanos e formação de educadores em projetos sociais em São Paulo e no interior do Estado, por meio de diversas ONGs, incluindo o Instituto Ayrton Senna. Até que, após adquirir uma dálmata surda, me deparei com o desafio de me comunicar melhor com ela. Passei a estudar sobre o comportamento animal e me encantei com tudo o que aprendi e desenvolvi com ela. Foi a partir daí que resolvi atuar profissionalmente com cães”, disse em entrevista ao Jornal Tribuna.

O encanto pelo mundo canino foi tão grande que ela decidiu estender suas experiências para outras pessoas que encaravam desafios semelhantes. Após participar de diversos cursos e workshops (nacionais e internacionais), a treinadora realizou uma pós-graduação na área de Comportamento Animal, fazendo parte da primeira turma do curso oferecido pela UNIFEOB. “Em 2009, criei a Turma do Focinho junto com uma sócia, oferecendo serviços de adestramento e consultoria comportamental. Passei a me aprofundar nos estudos e desde que me formei, ampliei toda a área de atendimento, prestando consultorias presenciais em diversas cidades do interior de SP. Com a internet, a limitação geográfica foi quebrada e hoje consigo atender em todos os estados do Brasil e no exterior”, relata.

Carolina também é fundadora do Projeto Abrigo Educativo, do Instituto Luisa Mell, onde é responsável por várias frentes de trabalho com o intuito de ampliar o número de adoções e qualificar o trabalho da equipe do abrigo, aumentando a qualidade de vida dos cães acolhidos e diminuindo a quantidade de devoluções.

A adestradora Carolina Jardim e o seu dálmata Mika; cachorro com deficiência auditiva que foi adestrado no método positivo, através da Língua de Sinais

Atualmente, a profissional ministra cursos de formação de treinadores e equipes que trabalham com cães em grupos, para que atuem dentro do Adestramento Positivo. É coordenadora de uma equipe de adestradoras que atuam por todo o país. Ainda, é tutora de três cães, três gatos, dois porcos, um cavalo e diversas galinhas – todos adotados, sendo que um deles, o Mika, seu segundo dálmata surdo, foi treinado dentro do método positivo por meio da Língua de Sinais.

Para acompanhar a treinadora nas redes sociais, onde ela produz conteúdo sobre o assunto para mais de 20 mil seguidores e oferece, gratuitamente, um curso voltado para tutores em quatro aulas, basta acessar seu perfil no Instagram, seu site ou seu canal do YouTube: https://www.instagram.com/turmadofocinho_carol/www.turmadofocinho.comhttps://www.youtube.com/watch?v=01hU8hhy6Cw .

 

 

One thought on “Adestramento Positivo: Destaque de treinadora no método rende parceria com o Instituto Luisa Mell

  • 9 de setembro de 2021 em 02:02
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    Que bacana este novo método de adestramento. Na maioria das vezes a gente só consegue encontrar curso de adestramento de cães que ensinam a dar algum tipo de punição para adestrar o cão. Esse treinamento de método positivo por Língua De Sinais é algo novo pra mim; eu fico imaginando o quanto que ela estudou e se empenhou para aprender esta técnica.

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