Por Marcus Rogério de Oliveira*
Queridos leitores, muitos de vocês já estão utilizando ferramentas de Inteligência Artificial no dia a dia, como têm compartilhado comigo em nossas conversas e mensagens. Também já tratamos, em outras oportunidades, dos agentes de IA. Agora, porém, o desafio vai além de compreender o que eles são. O ponto central, agora, é perceber o que essas tecnologias podem provocar dentro das empresas quando deixam de ser apenas uma curiosidade tecnológica e passam a integrar a rotina, os processos e as decisões dos negócios.
A inteligência artificial ainda é vista por muitos como uma ferramenta muito útil para escrever textos, criar imagens e responder perguntas. Esse tipo de uso abriu as portas e popularizou a IA, mas a transformação mais profunda começa quando ela passa a ser utilizada diretamente nos processos empresariais, na organização de tarefas, na redução de desperdícios, na aceleração de respostas, no aprimoramento dos controles e na redução de custos operacionais.
É nesse cenário que os agentes de IA ganham importância.
Um agente de IA pode acompanhar uma solicitação do começo ao fim. Ele pode receber uma mensagem, interpretar o pedido, consultar dados, verificar regras, gerar uma resposta, abrir uma tarefa ou chamado, atualizar um sistema, avisar uma pessoa responsável e registrar o andamento do processo. Não se trata apenas de conversar com uma máquina. Trata-se de colocar uma tecnologia para executar etapas que antes dependiam de tempo humano, repetição manual e vários sistemas desconectados.
No atendimento, agentes podem reduzir filas, classificar solicitações, responder perguntas e encaminhar apenas os casos mais complexos para a equipe humana. No comercial, podem acompanhar leads, preparar follow-ups, registrar informações no CRM, lembrar vendedores de oportunidades e organizar propostas. No financeiro, podem apoiar a classificação de despesas, a conferência de documentos, a organização de relatórios e o acompanhamento de pagamentos. No RH, podem responder dúvidas internas, apoiar processos de integração, organizar documentos e ajudar na triagem de solicitações.
A consequência direta é eficiência. A empresa passa a fazer mais com menos esforço operacional. Processos que antes demoravam horas ou dias podem ser resolvidos em minutos. Atividades repetitivas deixam de consumir profissionais qualificados. Informações importantes deixam de ficar perdidas em e-mails, mensagens e planilhas. O trabalho se torna mais organizado, mais rastreável e mais rápido.
E aqui aparece outro ponto decisivo: redução de custos.
Quando uma empresa automatiza tarefas repetitivas, ela reduz retrabalho, diminui erros, evita atrasos, melhora o uso do tempo das equipes e aumenta a capacidade de atendimento sem necessariamente ampliar sua estrutura. Isso não significa eliminar pessoas. Significa usar melhor a inteligência humana, deslocando profissionais para atividades de análise, relacionamento, decisão, criatividade e melhoria dos processos.
Assistentes pessoais e empresariais como o sistema Hermes apontam exatamente para essa direção. Eles representam uma nova geração de sistemas capazes de operar no ambiente digital da empresa, integrar-se a diferentes plataformas e assumir habilidades específicas para executar tarefas contínuas. Em vez de apenas responder, ajudam a organizar a vida profissional, acompanhar pendências e transformar comandos, rotinas e necessidades em ações concretas.
Mas é claro que essa adoção precisa ser responsável. Agentes de IA devem atuar com regras claras, limites definidos e supervisão humana, especialmente em processos sensíveis. Automação sem governança pode gerar grandes problemas. Automação bem planejada gera vantagem competitiva.
Para as empresas da nossa região, a oportunidade é clara. Quem souber utilizar esses recursos primeiro para ganhar eficiência, reduzir custos e criar novos modelos de trabalho sairá na frente na disputa por mercados, clientes e produtividade.
A empresa do futuro não será apenas digital. Será automatizada, inteligente e muito mais rápida. Taquaritinga e região está se posicionando nesse mercado utilizando essa tecnologia para aproveitar as oportunidades e criar negócios.
(Imagem gerada por IA)
*Marcus Rogério de Oliveira é um renomado professor da Fatec de Taquaritinga, onde leciona desde 1995. Com um extenso currículo acadêmico, é Doutor em Biotecnologia pela UFSCar, Mestre em Ciência da Computação pelo ICMC-USP e Bacharel em Ciência da Computação pela Unoeste. Sua vasta experiência o tem levado a atuar em áreas como Banco de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia de Dados e Ciência de Dados.













