Ação mobilizou cerca de 260 policiais civis, cumpriu 20 dos 28 mandados de prisão temporária previstos inicialmente e apura a atuação de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas
A delegada Dra. Isabella Moreira Araújo apresentou detalhes da investigação que levou à deflagração da Operação Submundo, realizada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Civil em aproximadamente 20 municípios do interior paulista. O trabalho começou há cerca de um ano, a partir de informações obtidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Taquaritinga, e tem como foco o combate à organização criminosa, ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico.
Segundo a delegada, as apurações tiveram como ponto de partida a apreensão de aparelhos celulares e de uma carta que indicava a possível atuação de uma organização criminosa em mais de 20 municípios do Estado de São Paulo. O material levantado durante a investigação permitiu identificar suspeitos e reunir elementos para solicitar mandados judiciais de prisão temporária e de busca e apreensão.
De acordo com Isabella, foram expedidos 56 mandados de busca e apreensão, distribuídos por cerca de 20 municípios, além de 28 mandados de prisão temporária. Em um levantamento preliminar apresentado pela delegada, 20 dessas ordens de prisão haviam sido cumpridas até o momento da entrevista. Ela classificou o resultado como expressivo, considerando as dificuldades para localizar pessoas suspeitas de envolvimento com o crime organizado.
A operação contou com aproximadamente 260 policiais civis de diferentes regiões do Estado. Entre os municípios citados pela delegada estão Taquaritinga, Matão, Rincão, Itápolis, Jaboticabal, Sertãozinho, Monte Alto, Franca, Batatais, Pirangi, Ibaté e São Carlos.
Sobre a atuação em Taquaritinga, Isabella explicou que, embora existissem mandados a serem cumpridos no município, as equipes locais concentraram parte do apoio operacional em cidades com maior número de diligências, especialmente Matão e Sertãozinho. Por esse motivo, segundo ela, nenhum mandado foi cumprido em Taquaritinga naquele dia até o momento da entrevista, mas havia ordens judiciais destinadas a endereços da cidade.
A delegada também informou que quatro pessoas da região de Matão haviam sido presas em Taquaritinga. Conforme relatou, os investigados teriam ligação com atividades de disciplina e contabilidade do tráfico de drogas associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante as diligências, foram apreendidos celulares, pendrives, tablets e outros aparelhos eletrônicos, além de munições, drogas e dinheiro. Para a delegada, a análise desses materiais é uma etapa importante da investigação, pois pode fornecer novas informações sobre o funcionamento do grupo e levar à identificação de outros possíveis envolvidos.
Isabella destacou que o trabalho policial não se encerra com o cumprimento dos mandados. Os dados extraídos dos dispositivos e os demais elementos recolhidos poderão contribuir para aprofundar as apurações e esclarecer a estrutura da organização investigada.
Ao comentar a importância da operação, a delegada afirmou que o enfrentamento ao crime organizado é uma das atribuições institucionais da Polícia Civil. Ela ressaltou os impactos do recrutamento de jovens por grupos criminosos e os prejuízos causados às famílias e às comunidades, especialmente em regiões mais vulneráveis.
A estratégia, segundo Isabella, também busca atingir a estrutura financeira dessas organizações, reduzindo os recursos disponíveis para a manutenção das atividades ilícitas e dificultando o ingresso de novos integrantes.
A delegada atribuiu os resultados ao planejamento realizado ao longo de aproximadamente um ano. A definição do momento da operação, do efetivo policial, das viaturas e da distribuição das equipes, explicou, foi feita de maneira estratégica para aumentar a efetividade das diligências e a segurança dos agentes envolvidos.
Fonte e foto: Auro Ferreira












