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Homem foi localizado na sexta-feira (2); segundo o delegado, ele confessou a morte de Ivanilda Silva de Azevedo durante o interrogatório

A Polícia Militar prendeu na manhã de sexta-feira (2), em Taquaritinga, um homem que havia se tornado o principal suspeito no desaparecimento de Ivanilda Silva de Azevedo, de 47 anos. A prisão temporária havia sido solicitada pela Polícia Civil durante as investigações. Após ser levado à delegacia e interrogado, segundo o delegado Dr. Hallef Nogueira, o suspeito confessou ter matado a mulher. O corpo, porém, ainda não foi localizado.

Ivanilda não era vista desde a noite de segunda-feira (21). Na manhã de terça-feira (22), o carro utilizado por ela foi encontrado queimado em um canavial próximo à estrada de Itagassava, na zona rural de Taquaritinga. O veículo e o local passaram por perícia.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado inicialmente, o filho de Ivanilda relatou que esta era a primeira vez que a mãe ficava sem dar notícias. Ele também informou à polícia que a mulher vivia havia cerca de 20 anos em união estável e que o relacionamento era marcado por episódios de agressões e ameaças de morte. Segundo o relato, no entanto, ela nunca havia registrado denúncia contra o companheiro.

Na entrevista concedida ao jornalista Auro Ferreira, o delegado Hallef Nogueira explicou que as investigações avançaram a partir de imagens de câmeras de segurança. Segundo ele, as gravações mostraram Ivanilda saindo de um bar após uma breve discussão com o marido, Juliano, e posteriormente registraram a vítima na companhia do homem que passou a ser investigado.

Com o desaparecimento e a ausência de informações sobre o paradeiro de Ivanilda, o homem passou a ser considerado o principal suspeito da investigação. Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão temporária. Após receber informações de que ele estaria na residência de uma parente, os policiais foram até o endereço e o localizaram na manhã desta sexta-feira.

Segundo o delegado, inicialmente o suspeito negou envolvimento no desaparecimento. Durante o interrogatório, porém, teria sido confrontado com as imagens e demais informações obtidas pela investigação. Ainda de acordo com Nogueira, foi nesse momento que o homem admitiu a autoria da morte.

Após a confissão, o suspeito indicou aos policiais uma área de mata onde o corpo poderia ter sido deixado. As equipes realizaram buscas durante várias horas, inclusive na região da estrada que dá acesso às pedreiras, mas não encontraram Ivanilda.

As buscas por Ivanilda devem continuar nos próximos dias, com a mobilização de novas equipes em áreas de mata indicadas durante a investigação. A Polícia Civil também segue apurando as circunstâncias da morte e o local onde o corpo foi deixado.

Fonte: Auro Ferreira/G1 – Foto: Auro Ferreira

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