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Um disparo de arma de fogo registrado na noite da última quarta-feira (22), no Jardim São Sebastião, em Taquaritinga, terminou com um jovem de 22 anos ferido e um idoso de 77 anos preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

O caso aconteceu por volta das 20h30, na Rua Domingos D’Ambrósio. A vítima foi atingida na perna esquerda, na região da canela, e precisou ser socorrida à Santa Casa. Segundo informações médicas, o tiro provocou fratura em dois ossos da perna.

Em entrevista à Canal Um FM, o delegado Dr. Fábio Abib Calazans detalhou o andamento das investigações e explicou que versões diferentes foram apresentadas pelas partes envolvidas.

Segundo o idoso, o jovem teria invadido sua residência, o que o fez acreditar que poderia ser vítima de um furto ou roubo, já que mantém três veículos em sua garagem. Ele afirmou ainda que a arma utilizada no disparo, um revólver calibre .32, não lhe pertencia e que teria sido encontrada caída no chão do imóvel. Em seguida, segundo sua versão, efetuou um único disparo na direção da perna do rapaz.

Já a vítima negou ter entrado na residência e declarou à Polícia Civil que caminhava pela via quando foi atingida sem qualquer motivo aparente.

Testemunhas ouvidas durante a investigação também afirmaram que o disparo ocorreu do lado de fora do imóvel e disseram não ter visto o jovem entrar na casa.

No entanto, durante a perícia inicial realizada pela equipe da Polícia Civil, foram encontradas manchas de sangue tanto na parte interna quanto na parte externa da residência. De acordo com o delegado, esse elemento pode indicar que o jovem esteve dentro do imóvel em algum momento, o que diverge da versão apresentada pela vítima e pelas testemunhas.

Apesar disso, o delegado entendeu que, naquele momento da ocorrência, havia elementos para reconhecer, em tese, a legítima defesa em relação ao disparo efetuado. Por esse motivo, o idoso foi autuado apenas pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Como esse delito prevê pena máxima de três anos de prisão, foi arbitrada fiança equivalente a um salário mínimo. O valor foi pago, permitindo que o investigado fosse liberado para responder ao processo em liberdade.

O delegado ressaltou, porém, que o pagamento da fiança não encerra o caso nem elimina a responsabilidade criminal.

“A fiança é apenas uma medida para que a pessoa não permaneça presa em flagrante. O processo continua normalmente, com novas oitivas e diligências para esclarecer todos os fatos”, explicou.

Dr. Fábio Abib Calazans também destacou que a definição jurídica sobre o disparo ainda dependerá da conclusão do inquérito policial.

Segundo ele, com o avanço das investigações e a análise de todas as provas, o caso poderá permanecer sob o entendimento de legítima defesa ou receber outro enquadramento penal, como lesão corporal ou até mesmo tentativa de homicídio, caso os elementos reunidos assim indiquem.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica da ocorrência e definir a responsabilização criminal conforme as provas produzidas.

Fonte: Canal Um FM – Foto: Ilustrativa/Gerada por IA

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