O futebol tem dessas crueldades que desafiam qualquer lógica. Na tarde em que o CAT foi superior, criou, pressionou e empurrou o adversário para trás, quem saiu comemorando foi o Jacareí. A derrota em casa dói — não apenas pelo resultado, mas pela forma como aconteceu.
O primeiro tempo foi praticamente de ataque contra defesa. O Leão teve volume, intensidade e inúmeras oportunidades claras. Poderia ter goleado. Parou, porém, nas mãos inspiradas do goleiro Cesar, que operou verdadeiros milagres e manteve o zero no placar.
Kauan, artilheiro do CAT, teve chances que normalmente não desperdiça. Faltou aquele detalhe final, a frieza no momento decisivo. A equipe mostrou organização, criou pelas laterais, infiltrou pelo meio e empilhou oportunidades. O torcedor viu um time vivo, competitivo, pronto para deslanchar na competição.
Mas o futebol pune.
Na segunda etapa, o Jacareí voltou mais ajustado. Igualou a disputa física, sofreu menos e passou a apostar nas bolas paradas. O CAT ainda teve mais uma chance claríssima — outra desperdiçada. E, quando o empate parecia definido, veio o golpe fatal.
No último minuto, Pedro Miguel, que entrou na vaga de Cristiano, tentou o drible na saída de bola. Perdeu. Eduardo não perdoou. Gol. Silêncio. Castigo máximo para quem teve o jogo nas mãos.
Silvinho, o treinador, ouviu críticas. Mas é preciso ponderar: o time criou. Produziu. Faltou técnica na conclusão, não entrega ou postura.
O desempenho da primeira etapa mostra que há caminho. O problema é transformar superioridade em resultado.
O CAT perdeu a chance de alavancar na tabela jogando bem. Agora, a reação precisa ser imediata.
Na quarta-feira, o desafio é fora de casa, contra o Nacional, na Comendador Souza. Adversário que ocupa a última colocação, mas que certamente verá no confronto uma oportunidade de redenção. Jogo perigoso.
Já no sábado, 7 de março, o Leão volta a atuar diante da sua torcida contra o São Caetano. Nova chance de provar que desempenho e resultado podem, enfim, caminhar juntos.
O futebol não perdoa desperdício. E o CAT aprendeu isso da maneira mais dolorida possível.
Foto: Bruna Modesto













