O que vimos do Clube Atlético Taquaritinga até aqui
O torcedor do CAT começa a enxergar um desenho claro de time. As duas vitórias seguidas dão confiança, mas mais do que os resultados, o que chama atenção é a identidade que começa a se formar no Clube Atlético Taquaritinga.
Deu certo jogar sem um 9 de ofício. Em um futebol cada vez mais dinâmico — e com escassez de centroavantes clássicos — o CAT encontrou velocidade e mobilidade no ataque com Lucas, Messias e Kauan atuando como falso 9. O setor ofensivo ficou mais leve, mais rápido e menos previsível.
No meio, a engrenagem passa por Lucas Moreira. Sem um camisa 10 tradicional, é ele quem dita o ritmo e dá uma característica moderna ao time: intensidade, aproximação e transição rápida. Hoje, encontrar um “10 clássico” é tão difícil quanto achar um centroavante decisivo — e o CAT mostra que é possível competir sem essas figuras tradicionais.
A primeira bola, no entanto, nasce com Douglas Santos. O médio defensivo é peça-chave na saída e na construção. Ele organiza, protege e inicia. É o ponto de equilíbrio entre defesa e meio.
Pelas laterais, Antony e Cristiano ainda podem evoluir. Há margem clara de crescimento. E nesta semana, a expectativa é pela estreia de Pedro, já regularizado no BID, que deve assumir a esquerda na vaga de Antony. Ganha-se experiência no setor, mas perde-se momentaneamente a valorização de um prata da casa — um dilema comum no futebol atual.
A zaga ainda é incógnita. Kaio, Iago e Renan brigam por duas vagas, e talvez essa disputa interna seja positiva para elevar o nível do setor. Ainda não há uma dupla consolidada.
No gol, tudo indica que Vinícius ganhou a confiança da comissão técnica e assumiu a posição que antes era de Felipe. Sequência é fundamental para goleiro, e ele parece ter conquistado a sua.
Outro dado importante: 21 atletas já entraram em campo. A base está praticamente definida, mas ainda há ajustes a fazer — especialmente na consolidação defensiva e na definição do parceiro ideal para Lucas Moreira no meio.
O que vimos até agora é um CAT competitivo, moderno e em construção. Um time que abre mão de figuras tradicionais, aposta na mobilidade e começa a criar uma identidade própria. Se mantiver a evolução, pode sonhar mais alto.
Foto: Bruna Modesto













