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A Polícia Militar apreendeu um Fiat Toro Volcano vermelho na noite de quinta-feira (15), em Santa Ernestina, após constatar que o veículo era produto de roubo e circulava com placas clonadas. A abordagem aconteceu na Rua dos Casseze, durante uma ação que contou com o deslocamento de viaturas da PM de Matão.

A suspeita teve início a partir de um boletim de ocorrência registrado em Osasco. No documento, o verdadeiro dono do automóvel relatou que vinha recebendo multas de trânsito aplicadas em cidades onde nunca esteve, o que indicava a possível existência de um veículo dublê.

Durante o patrulhamento, os policiais localizaram o carro e realizaram a abordagem. Na vistoria, foram identificadas diversas irregularidades, como placas incompatíveis, QR Code fora do padrão e sinais claros de adulteração na estrutura do veículo, incluindo cortes e remarcações no chassi, além de inconsistências nos elementos de identificação.

Em uma inspeção mais aprofundada, com o veículo suspenso em elevador automotivo, os policiais constataram que a numeração do motor estava parcialmente suprimida. Após consulta aos sistemas policiais, foi confirmado que o automóvel possuía registro de roubo desde 2018, ocorrido no município de Paulínia. Conforme a apuração, o veículo foi posteriormente clonado e adulterado, prática comum em esquemas criminosos envolvendo carros dublês.

O motorista informou ter comprado o Fiat Toro na cidade de Ribeirão Preto por R$ 20 mil, valor considerado muito abaixo do preço de mercado. Ele não soube informar quem realizou a venda, nem apresentou qualquer contato ou documentação que comprovasse a origem do veículo, que ainda estava registrado em nome de terceiros. O condutor já possui antecedentes policiais.

Diante dos fatos, o veículo e o motorista foram levados à Delegacia de Polícia de Taquaritinga. O delegado Dr. Igor Lima Silva determinou a apreensão do automóvel e a abertura de procedimento por portaria, optando pela liberação do condutor.

O boletim de ocorrência aponta, de forma objetiva, a existência de diversos indícios materiais, como adulteração dos sinais identificadores, remarcação de chassi, numeração de motor suprimida, confirmação de roubo, clonagem do veículo e aquisição por valor muito inferior ao mercado, sem comprovação de procedência lícita.

Embora haja entendimento jurídico de que os elementos reunidos poderiam sustentar crimes como receptação qualificada e adulteração de sinal identificador, a decisão da autoridade policial de não efetuar a prisão em flagrante está amparada na legalidade. No entanto, a medida gera questionamentos sobre a efetividade da resposta do Estado diante de delitos que alimentam organizações criminosas especializadas em roubo e clonagem de veículos.

A apreensão do automóvel foi considerada essencial, mas, para especialistas, insuficiente frente à gravidade do caso.

Fonte: Boletim de Ocorrência/Fala Matão – Foto: Fala Matão

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