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Por Marcus Rogério de Oliveira*

Quem vem nos acompanhando nesta série já percebeu que o ritmo aumentou nos meses finais do ano e a quantidade de novidades virou nossa pauta permanente. Tudo aquilo que parecia distante, como a IA e a robótica, agora está ao nosso alcance, não somente para comprar, mas para criar e explorar. Você notou que 2025 não foi apenas o ano da aceleração, foi o ano em que o futuro se abriu, literalmente, para nós.

E está aberto tanto no sentido de “ainda não está resolvido” como também no sentido de “em disputa”. A inteligência artificial parou de ser uma novidade na internet e passou a ocupar o centro da conversa. Estamos falando, em nossos bate-papos, sobre a IA na economia, na tecnologia, na política e nas questões sociais. E em 2025, nós não apenas assistimos, nós participamos.

A IA deixou de ser uma ferramenta de resposta, de chat e passou a ser uma infraestrutura de decisão. Entrou na nossa rotina. Ela é utilizada nas empresas, nos processos de gestão, nos planejamentos do agronegócio, nas linhas de produção, nos fluxos de atendimento. Se tornou útil, concreta. Para nós, se tornou real.

O ano de 2025 também marcou o início de uma nova fase, a fase dos agentes de IA. Programas de computador funcionando como agentes capazes de agir por metas, executar etapas, buscar informações, tomar decisões, cruzar dados, aprender padrões e entregar valor com autonomia. Essa transição da “IA que responde” para a “IA que age” preparou o terreno para o próximo assunto inevitável e tão importante que já começamos a trabalhar também aqui na Fatec que é a AGI (Inteligência Artificial Geral).

Os maiores nomes da área começaram a dizer que “sim, estamos chegando perto”. E isso não é só marketing. Há artigos, desenvolvimentos, tentativas, propostas, modelos, testes. Há esforço real. Há não somente ambição técnica, mas também uma disputa geopolítica. A AGI passou a ser trabalhada com seriedade como foram os modelos de linguagem, o GPT, por exemplo, poucos anos atrás. E você sabe que o nosso papel aqui não é só relatar, é traduzir e trazer para perto, relacionar com nosso cotidiano.

Então, o que significa isso para nós, aqui em Taquaritinga? Significa que 2025 nos entregou uma janela histórica de oportunidades. Modelos ficaram mais acessíveis. Ferramentas passaram a rodar localmente. O desafio deixou de ser a técnica e virou algo mais organizacional, ético e educacional. O que separa quem usa IA de quem transforma com IA não é mais a tecnologia, é a decisão de vida, não somente pessoal, mas de uma comunidade, de uma cidade.

E é por isso que nós, do Núcleo de Aplicações em Inteligência Artificial (NAIA) da Fatec de Taquaritinga, começamos, em paralelo à nossa atuação prática em projetos com o setor agrícola, industrial, educacional e de gestão pública, a explorar as possibilidades da AGI, a grande promessa para 2026. Nossa intenção não é competir com os grandes laboratórios, é entender o que está sendo proposto, adaptar para o nosso contexto, e começar a construir aqui pensando naquilo que está se tornando um grande projeto local de desenvolvimentos em inteligência artificial.

Se 2025 abriu o futuro, 2026 será o ano das escolhas. Taquaritinga já não fica mais esperando por um momento certo. Já decidimos aprender, testar, adaptar e construir. Assim fomos nós em 2025 e assim seremos em 2026. Nós escolhemos o futuro.

Que 2026 nos encontre curiosos, comprometidos e criativos. De Taquaritinga para o mundo, seguimos construindo o futuro juntos. Boas festas, queridos leitores e um maravilhoso Ano Novo!

 

*Marcus Rogério de Oliveira é um renomado professor da Fatec de Taquaritinga, onde leciona desde 1995. Com um extenso currículo acadêmico, é Doutor em Biotecnologia pela UFSCar, Mestre em Ciência da Computação pelo ICMC-USP e Bacharel em Ciência da Computação pela Unoeste. Sua vasta experiência o tem levado a atuar em áreas como Banco de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia de Dados e Ciência de Dados.

(Imagem gerada por IA)

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