*Por Marcus Rogério de Oliveira
Depois de atravessarmos juntos os dois últimos anos, marcados por lançamentos disruptivos e incríveis avanços em tecnologia, reencontro vocês neste 2026 cheio de promessas com o mesmo propósito que nos une desde o início: compreender o futuro sem deslumbramento, separar o que é moda do que é aplicação, o que é promessa do que é negócio.
E que início de ano, meus queridos leitores!
Se os anos anteriores nos deixaram abismados com o poder da Inteligência Artificial, 2026 já nos apresenta um novo cenário. Menos espetáculo. Mais chão. A IA, antes completamente fascinante, agora se torna ferramenta de ofício, e alguns já a chamam, sem cerimônia, de commodity. Não impressiona mais pela novidade, mas pela utilidade.
Até pouco tempo, os modelos estavam centrados na geração de textos, imagens e vídeos, algo que, de certo modo, já havia se tornado nosso cotidiano. Mas agora uma nova arquitetura se apresenta no horizonte, prometendo que as IAs passarão a entender o mundo ao redor. Não apenas repetir padrões de treinamento. Mas representar o mundo. Planejar. Raciocinar.
Os cientistas chamam isso de AGI. Nós chamamos de compreensão.
É a diferença entre quem apenas decora uma fórmula matemática de quem compreende o que está por trás do cálculo. Entre repetir e interpretar. E quando a máquina compreende, ela erra menos. E, errando menos, deixa de ser apenas uma assistente e passa a ser protagonista. Uma mente pensante.
Mas… o que é uma mente sem corpo?
Pois bem, 2026 também será lembrado como o ano em que a inteligência ganhou não somente braços e pernas, mas agiu por conta própria. Estamos assistindo ao nascimento da robótica inteligente. Aqueles braços repetitivos das fábricas agora veem, pensam, reagem e improvisam. Um robô que colhe frutas já não trava diante da queda inesperada de uma laranja. Ele a recolhe com delicadeza. Ajusta o gesto. Respeita o peso, a gravidade e a vida. A tecnologia desceu da tela. Tocou o chão. Interage com o mundo real.
Estamos presenciando a ascensão dos agentes autônomos. Sistemas que não precisam mais ser guiados passo a passo. Você diz o que deseja e eles planejam, executam, verificam e entregam. Assistentes digitais que operam de forma autônoma. Não nos substituem. Nos libertam. Do tédio, da repetição, da burocracia. Para que possamos fazer aquilo que somente nós humanos sabemos fazer, por enquanto, que é sonhar, decidir, criar, cuidar, imaginar.
E Taquaritinga? O que tem a ver com tudo isso? Tudo. Absolutamente tudo.
O futuro não está apenas em São Francisco ou em Xangai. Ele está aqui. Nas mãos de quem planta e colhe, de quem ensina e aprende, de quem resolve e desenvolve. O futuro é feito por gente talentosa. E disso, nós temos de sobra. Temos coragem. E temos propósito.
O mundo está mudando e nossa querida Taquaritinga também. Nossa cidade não está apenas assistindo. Está construindo. Está prototipando. Está aplicando. E, mais do que isso, está ensinando. Porque quem entende, compartilha.
Que 2026 seja o ano em que deixamos de apenas contemplar o futuro e passamos a moldá-lo com nossas ideias, nossos valores e nossas ações.
Um maravilhoso 2026 a todos.
E até a próxima semana.
*Marcus Rogério de Oliveira é um renomado professor da Fatec de Taquaritinga, onde leciona desde 1995. Com um extenso currículo acadêmico, é Doutor em Biotecnologia pela UFSCar, Mestre em Ciência da Computação pelo ICMC-USP e Bacharel em Ciência da Computação pela Unoeste. Sua vasta experiência o tem levado a atuar em áreas como Banco de Dados, Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia de Dados e Ciência de Dados.
(Imagem gerada por IA)













