Violência nas escolas: PM de Taquaritinga (SP) e diretores de instituições públicas de ensino discutem o tema

A fim de estreitar o relacionamento entre a Polícia Militar de Taquaritinga (SP) e a Diretoria Regional de Educação, uma reunião foi realizada na tarde de quarta-feira (10), onde os representantes dos referidos órgãos estiveram presentes com todos os diretores das escolas da rede estadual da cidade. O objetivo do encontro foi fortalecer o trabalho que a PM vem realizando, principalmente no ambiente escolar, para afastar os jovens do mundo das drogas e do crime.

Em entrevista feita pela jornalista do Jornal Tribuna, a diretora regional de ensino, Maristela Gallo, disse que a violência nas escolas do município tem diminuído. Além disso, defende o ponto de vista de que a falta de segurança não é um problema exclusivo das escolas e que a instituição de ensino é o reflexo de nossa sociedade. Disse ainda que alguns casos que ocorreram nos últimos dias, como a apreensão de canivetes e o ateamento de fogo em cortinas de uma sala de aula em Taquaritinga (SP) são situações esporádicas que surgem durante a rotina de trabalho e, sempre que possível, são solucionadas de imediato. Segundo ela, os diretores das escolas que participaram da reunião compartilham do mesmo pensamento, não havendo queixas sobre o assunto.

Maristela disse ainda que há propostas vindas da Prefeitura Municipal com o objetivo de intensificar a proteção dos alunos e funcionários que laboram no setor da educação. Porém, não há previsão de quando tais projetos serão executados.

Em relação a qualidade de ensino em Taquaritinga (SP), a diretora disse que os índices são bons, mas não soube mostrar embasamentos que comprovem tal afirmação.

O atual Capitão da Polícia Militar da cidade, Emerson Coelho, disse que a equipe da PM está sempre presente nas instituições de ensino da cidade,
por meio da Ronda Escolar ou do Programa Educacional de Resistência ás Drogas e á Violência (Proerd). Quando são solicitados, os integrantes da corporação são altamente preparados para acompanhar os fatos que acontecem nas escolas e atuam, principalmente, na prevenção de situações externas que possam colocar a integridade física dos alunos em risco.

O tema “violência nas escolas” vem sido debatido amplamente nos últimos meses, principalmente depois do trágico episódio que aconteceu na escola “Raul Brasil”, em Suzano (SP), no dia 13 de Março de 2019. Infelizmente, este não foi um fato isolado e a realidade das instituições de ensino do país estão cada vez mais preocupantes, amedrontando os pais, alunos e funcionários.

Em Taquaritinga (SP) não tem sido diferente; segundo os registros feitos na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e também pela Polícia Militar da cidade, alunos de várias escolas públicas têm cometido atos bárbaros dentro das instituições, espantando a população e principalmente os responsáveis pelos alunos que frequentam o ensino público.

Pelo menos dois casos assustadores foram registrados pelas autoridades nos últimos dias: O primeiro ocorreu no dia 1 de Abril, onde duas crianças foram flagradas portando canivetes no interior de uma escola no bairro CAIC. O motivo pelo qual elas teriam levado o objeto cortante para a instituição de ensino ainda não foi esclarecido.

O segundo caso aconteceu em uma escola estadual no Jardim São Sebastião, na última semana. Alunos atearam fogo nas cortinas de uma sala de aula e também em um livro didático da instituição, causando medo para os jovens presentes e prejuízo para o Estado.

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