Os curiosos nomes das cidades pequenas do Brasil que podem acabar

O governo federal quer acabar com municípios que têm menos de 5 mil habitantes cuja arrecadação própria é inferior a 10% da receita total própria. O Brasil tem 1.254 cidades com tamanho de população que se encaixa nesse requisito.

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José Boiteux, em Santa Catarina, tem 4.997 moradores, a três de passar pela linha de corte, assim como Itapirapuã, em Goiás. As duas correm contra o tempo. Boraceia, em São Paulo tem 4.823 habitantes.

Glicério, no interior paulista, cidade onde nasceu o presidente Jair Bolsonaro: 4.815.

Alguns municípios que homenageiam cidades e países no mundo e que estão ameaçados:

  • Nova Iorque (MA): 4.683 habitantes;
  • Barcelona (RN): 3.998 habitantes;
  • Assunção (PB): 3.990 habitantes;
  • Belém (AL): 4.344 habitantes;
  • Nazaré (TO): 3.898 habitantes;
  • Fátima (TO): 3.835 habitantes;
  • Macedônia (SP): 3.698 habitantes;
  • Nova Roma do Sul (RS): 3.689 habitantes;
  • Catas Altas da Noruega (MG): 3.641 habitantes;
  • Palestina de Goiás (GO): 3.464 habitantes;
  • Atalanta (SC): 3.210 habitantes;
  • Nantes (SP): 3.141 habitantes;
  • Flórida (PR): 2.689 habitantes.

Monteiro Lobato, no Vale do Paraíba (SP), com 4.653 pessoas. São João da Canabrava (PI) tem 4.608 e Pindorama do Tocantins (TO), 4.447. Pindorama foi o primeiro nome do Brasil, dado pelos índios tupi-guarani. Pode ser o segundo fim de Pindorama.

Outra cidade no Tocantins não vai deixar barato essa ideia: Recursolândia, que tem apenas 4.293 habitantes. Já Populina (SP), precisa de mais população – com 4.169 moradores, corre sério risco. São José do Povo (MT), tem 4.063. O segredo está no nome: precisa do povo.

São Valério da Natividade (TO): 3.960 habitantes. A prefeitura apela para a natividade para continuar existindo. Santa Cruz dos Milagres (PI), só por milagre: 4.019. E quem apela para o santo das causas impossíveis é o município de Santo Expedito (SP): 3.111.

Romaria (MG): 3.533. “Ilumina a mina escura e funda”

Brejo do Piauí (PI), pelo visto, tá indo pro brejo: 3.875 moradores. Jaboticaba só existe no Brasil, mas a cidade de Jaboticaba (RS), deve deixar de existir: 3.810. Sossêgo (PB), anda tão sossegada que pode ser cancelada: 3.555.

Muricilândia (TO): 3.551. “Aqui é trabalho”.

São José dos Ausentes (RS), é a cidade mais fria do Brasil: 3.527. Que fria. O estado também tem (e pode deixar de ter) a cidade de Mormaço: 3.085.

Mar Vermelho (AL), com 3.514 habitantes, espera um milagre de Moisés.

Cadê o Queiroz? A cidade de Queiroz (SP) está para sumir: 3.406 moradores.

Goiabeira (MG): 3.353.

O arquipélago de Fernando de Noronha não é um município, é um distrito estadual de Pernambuco. As ilhas não têm um prefeito, mas sim um administrador. Portanto, não deve entrar na lista, mas a curiosidade se dá pelo número de habitantes: 3.061.

Quevedos (RS): 2.788. ‘Isso non ecziste’.

Sem-Peixe (MG): 2.633. O óleo apareceu nas praias do nordeste, mas a cidade de Óleo (SP), deve desaparecer: 2.496 moradores.

Os 2.336 habitantes de Travesseiro (RS), só queriam uma noite de sono tranquila.

Passa Vinte (MG): 2.039. Precisava passar 5 mil.

Sete de Setembro (RS), que homenageia a Independência, deve perder a sua: 1.970 habitantes. Agora, falando sério, a cidade de Sério (RS), pode ser riscada do mapa também: 1.962.

Arco-Íris (SP), só se salva com pote de ouro: 1.791. Em Minas Gerais, os 1.783 moradores de Consolação deverão ficar desconsolados.

Em 2012, a cidade de Trabiju (SP), ganhou o título de campeã de qualidade de vida do Brasil, concedido pela Fundação Getúlio Vargas. Mas não deve ser salva: 1.724 habitantes.

Gentil (RS): 1.634. E, por fim, Serra da Saudade (MG), com apenas 781 habitantes, deverá ficar apenas na saudade.

(Fonte: Metro Jornal)

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